7 dicas para engajar os filhos em relação às finanças da família

O planejamento das finanças da família deve ser mais que uma simples preocupação dos pais com os gastos gerais. A consciência financeira deve ser uma cultura acatada por todos os membros da família.

Nesse sentido, quanto mais cedo as crianças estiverem em contato com a administração do dinheiro e aprenderem a importância de cuidar bem do patrimônio familiar, maiores são as chances de se tornarem adultos mais conscientes economicamente.

Conversar e realmente engajar seus filhos na organização financeira mensal é um desafio que pode ser um pouco trabalhoso, porém é recompensador. Ensinar e compartilhar regras e responsabilidades com os filhos desde cedo cria uma cultura de economizar e pensar antes de investir em algo que será levada por toda a vida.

Mas, como inserir essa cultura no dia a dia dos filhos? No post de hoje, você vai conferir algumas dicas que vão te ajudar muito a engajar as crianças no planejamento das finanças da família. Acompanhe!

1. Comece desde cedo a introduzir a importância de cuidar do dinheiro

A criança começa a adquirir o senso de compra por volta dos 2 ou 3 anos. É nesse período que ela pode começar a pedir para comprar algumas coisas. A partir do momento em que isso acontecer, é hora de começar a trazer o senso financeiro para sua cultura.

Mesmo que seja difícil resistir aos desejos do pequeno, é importante saber dizer não para algumas coisas e explicar que, para comprar algumas coisas, é preciso planejamento e organização.

A partir dos 4 anos, você já pode começar a dar o dinheiro que, até os 12 anos, pode ser semanal. Assim, ela aprende aos poucos a administrar o que ganha a cada 7 dias e, depois, prepara-se para receber a mesada mensalmente.

Aos poucos, ensine-o a anotar tudo o que ele gasta e definir uma lista de prioridades. E, para isso, seja rígido: se ele gastou tudo antes de o mês acabar, não dê mais.

2. Ensine o que é prioridade e o que pode ser deixado para depois

Explique para a criança que, quando ela quiser algo, precisa fazer um questionário mental antes de efetuar a compra. Perguntas como: “Isto é uma prioridade ou preciso comprar outras coisas antes?” e “Isto é realmente importante para mim, por quê?”.

Adquirir o senso de prioridade é muito importante para que a criança não cresça com a ideia de que seus desejos vêm primeiro do que as responsabilidades. Gastos como o lanche da escola, por exemplo, devem vir primeiro do que um brinquedo.

3. Não transforme a conversa sobre dinheiro em um tabu

Muitos pais evitam falar sobre dinheiro e gastos perto das crianças, achando que é um assunto de adulto. Pelo contrário, quanto mais a criança ouvir sobre investimentos, gastos e planejamento, mais cedo a economia entrará em sua vida e se tornará um assunto normal.

Mostre aos seus filhos sua planilha de organização de gastos, ensine-os a anotar seus gastos nessa mesma planilha e eduque-os para que isso se torne um hábito. Assim, cada membro da família fica responsável por anotar seus gastos, e todos ficam sabendo como aquele mês está financeiramente.

4. Deixe que seus filhos participem das conversas sobre os gastos domésticos

Complementando o tópico anterior, deixar que as crianças participem de algumas conversas sobre gastos e dívidas é muito importante. Isso trará a noção de que comprar um brinquedo ou algo que eles queiram muito não é tão simples, já que existem outras prioridades na família.

Converse sobre dinheiro, tire as dúvidas que os pequenos possam ter em relação às contas do lar e não deixe-os de fora dessa discussão, já que se trata de um assunto que afeta a todos.

5. Divida os sonhos e planos da família com todos os filhos

Conversar sobre dinheiro não é apenas falar sobre possíveis dívidas, gastos e planilhas de anotações. É falar, também, sobre planos e sonhos de cada um para os próximos meses ou anos. Essa conversa pode e deve ser dividida com os filhos, para que todos fiquem alinhados com um mesmo objetivo.

Se a família mora de aluguel, por exemplo, exponha seu interesse em comprar uma casa ou um apartamento e em quanto tempo você deseja realizar esse sonho. Crie metas para as crianças e para todos, desde economizar nos gastos mensais até deixar os almoços de final de semana em restaurantes para cozinhar em família e economizar.

As crianças e os adolescentes gostam e precisam se sentir inseridos na cultura familiar como um todo. Explicar por que vocês estão economizando e colocá-los juntos nessa caminhada só vai unir mais a família e incentivar todos a gastar menos em prol de um propósito.

6. Mostre na prática que é preciso juntar dinheiro para poder gastá-lo

A teoria é muito importante, mas os filhos observam e copiam as atitudes dos pais. Portanto, é sua responsabilidade dar o exemplo e não gastar mais do que seu orçamento permite. Tenha sempre em mente que é preciso ter uma reserva financeira e que não se pode gastar o dinheiro sem planejamento.

Faça parcelamento de compras conscientemente e tenha cuidado para não exagerar, pois seus filhos estão observando e aprendendo muito mais com o que você faz do que com o que você fala.

7. Deixe as crianças tomarem algumas decisões

Entregue algumas responsabilidades nas mãos das crianças. É evidente que o que você deixa a cargo da decisão dos seus filhos deve ser compatível com a idade deles, para que não se sintam pressionados ou tomem uma decisão que afetará a família.

Uma boa ideia quando se tem filhos adolescentes é começar a trazer a cultura do investimento para dentro de casa. Fale com o gerente do seu banco, entenda mais sobre como cada tipo de investimento funciona e, se houver oportunidade, abra uma conta para o seu filho. Você também pode incentivá-los a pagar um consórcio mensalmente, para obter um carro quando fizer 18 anos.

As finanças da família são um assunto comum a todos os integrantes da casa. Isso significa que não deve ser um assunto restrito e tampouco deve ser abordado escondido dos filhos. Deixar claro, ser transparente e trazer a consciência financeira desde cedo faz com que seus filhos cresçam já com bons hábitos econômicos e os levem por toda a vida.

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