Álcool ou gasolina? Saiba escolher e economizar com o carro

Com qual combustível é melhor abastecer? Essa é uma dúvida muito comum, principalmente para quem tem carro flex, que aceita tanto álcool quanto gasolina. Mesmo com a possibilidade de escolher, muita gente deixa de aproveitar o custo mais vantajoso do momento por não saber fazer o cálculo necessário.

Em uma época de bastante variação no valor pago pelo litro de cada combustível, conhecer a fórmula que mostra o melhor custo-benefício para o abastecimento é uma mão na roda na hora de economizar no final do mês.

Se você tem dúvida sobre como se faz esse cálculo, não se preocupe, pois vamos explicá-lo com detalhes neste post. Continue a leitura e veja quando vale a pena colocar álcool e quando vale a pena colocar gasolina!

Quais são as diferenças entre álcool e gasolina?

Os dois combustíveis servem para o mesmo propósito, no entanto, álcool e gasolina têm características diferentes. Como você já deve saber, a gasolina é um derivado do petróleo. Por sua vez, no Brasil, o etanol é feito com a cana-de-açúcar.

Além da composição, eles são distintos em relação à energia proporcionada para mover o propulsor do carro. Esse processo interfere no rendimento do veículo em termos de quilômetro rodado por litro de combustível consumido.

Para você ter uma ideia dessa diferença, o etanol libera cerca de 70% da energia fornecida pela gasolina. Logo, o carro roda menos com um litro de etanol do que com um litro de gasolina.

Justamente por esse motivo, a fórmula utilizada para calcular o melhor preço para abastecimento em cada ocasião leva em conta a diferença de rendimento energético entre os dois combustíveis.

Cálculo de álcool ou gasolina: saiba qual vale mais a pena

A fórmula para descobrir a melhor relação de custo-benefício é bastante simples. Confira a seguir:

preço do álcool / preço da gasolina x 100 = valor percentual

Parece complicada? Calma, pois vamos detalhá-la. Como você pode notar, é necessário dividir o preço do etanol pelo da gasolina e, em seguida, multiplicar por 100. Depois, você deve comparar o resultado da conta com as seguintes indicações:

  • se menor do que 70%, vale a pena abastecer com álcool;
  • se maior do que 70%, é mais vantajoso abastecer com gasolina.

É como se você comparasse o preço de um litro de etanol com 0,70 litro de gasolina. Assim, se o custo do álcool for menor do que essa parte do outro combustível, é mais econômico abastecer com etanol, pois você pagaria um valor mais barato pelo mesmo rendimento energético.

Do contrário, se um litro de álcool custar mais do que 0,70 litro de gasolina, a preferência deve ser dada à gasolina. É importante mencionar que a fórmula apresentada aqui considera a relação entre gasolina comum e álcool.

Se você nunca tinha ouvido falar nessa relação antes, pode ser complicado entender a fórmula, não é mesmo? Por isso, vamos apresentar dois exemplos práticos: um em que é mais vantajoso abastecer com álcool e outro, com gasolina.

Nas hipóteses a seguir, utilizamos os preços com três casas decimais para simular a realidade existente nos postos de combustíveis, já que esses estabelecimentos costumam apresentar os valores por litro dessa maneira.

Antes disso, vale a pena destacar que essa regra é uma média. A depender do modelo do veículo, a proporção pode chegar a 75%. Isso acontece devido à evolução dos motores flex. Por isso, é importante fazer o cálculo de gasolina ou álcool, mas também atentar ao rendimento de cada combustível no automóvel.

Quando vale a pena colocar álcool?

Imagine que o preço do litro do álcool esteja a R$ 2,980. A gasolina, por sua vez, custa R$ 4,599. Nesse caso, ao dividirmos o primeiro valor pelo segundo e, em seguida, multiplicarmos por 100, chegaremos ao resultado de 64,80%.

Como você pode perceber, essa é uma situação em que seria mais econômico encher o tanque com etanol. A propósito, nessa relação específica de preços, o limite máximo para se abastecer com álcool seria o valor de R$ 3,219 por litro de etanol.

Para saber qual é o limite máximo de preço do etanol em qualquer situação, basta multiplicar o preço do litro da gasolina por 0,70. Nesse caso, o valor encontrado se refere ao preço em que tanto faz abastecer com álcool ou gasolina, pois o custo seria o mesmo, de forma proporcional ao rendimento energético.

Quando vale a pena colocar gasolina?

Vamos supor, agora, que o litro da gasolina esteja custando R$ 4,347. Já o custo do litro do etanol é R$ 3,199. Por meio da aplicação da fórmula, chegaremos ao resultado de 73,59%. Como você pode notar, nesse caso, no cálculo de álcool ou gasolina, é mais econômico abastecer com o segundo.

Nessa hipótese, para ser vantajoso abastecer com álcool, o litro do etanol teria que estar abaixo de R$ 3,040. E como sabemos disso? Basta multiplicar o preço da gasolina — neste exemplo, R$ 4,347 — por 0,70. Como ressaltamos, o resultado é o limite máximo do preço do álcool em comparação com o combustível fóssil.

O que mais considerar na escolha entre álcool e gasolina?

É preciso reforçar que a fórmula genérica mostrada se refere ao cálculo entre etanol ou gasolina. Se você tem um carro flex, é importante fazer testes para saber se o veículo rende exatamente conforme anunciado pelo fabricante. Em tese, esse tipo de veículo deveria funcionar com qualquer proporção de álcool e gasolina.

Além disso, é importante sempre checar a procedência do combustível, e não apenas o preço. Se o etanol for adulterado, por exemplo, a ideia de quando vale a pena colocar álcool estará inadequada. Afinal, os danos causados podem ser bastante prejudiciais tanto para o automóvel quanto para o bolso do motorista.

E, por falar em preço de combustível, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulga um levantamento semanal dos valores cobrados tanto pelo litro da gasolina quanto pelo litro do etanol em diversos postos de combustíveis de vários municípios do país. Assim, fica mais fácil pesquisar preços e descobrir o mais vantajoso.

Dica extra: como economizar seu combustível?

A melhor maneira de economizar combustível é usar o veículo da forma adequada. Mais que abastecer com o melhor combustível, é importante conhecer e seguir boas práticas de direção. Você sabe quais são elas? Confira a seguir!

Respeite a troca de marchas

Os motoristas sempre acham que sabem trocar a marcha, mas será que você faz isso do modo mais eficiente possível? Acredite ou não, esse é um fator que interfere no consumo de combustível.

O ideal é verificar no manual da fabricante para saber quais são a rotação e a velocidade ideais para fazer a troca da marcha. Se você for mais experiente, é possível que consiga “ouvir o motor” para determinar o melhor momento de fazer isso. Caso queira ter certeza, dê aquela olhadinha no documento do veículo apenas para confirmar.

O foco é fazer uma troca suave para o automóvel e garantir que a marcha correta esteja engatada. Por exemplo, se você anda a 20 km/h na 4ª marcha, terá um consumo maior que o esperado. Nesse caso, se pensar quando vale a pena colocar gasolina ou álcool, saiba que nenhum deles terá um resultado satisfatório.

Sem contar que, ao forçar muito o motor, é bem provável que você tenha problemas na caixa de marcha e até no motor, que pode sobreaquecer. Portanto, a dica é trabalhar com o motor em rotação próxima ou um pouco inferior à do regime de torque máximo.

Evite deixar o ponteiro chegar próximo à rotação de potência máxima e cheque no manual quais são os números corretos. Caso o automóvel tenha seis marchas, use-a nas rodovias — vai valer muito a pena!

Verifique a pressão dos pneus

Os pneus mal calibrados exigem um consumo maior, porque o motor do carro precisa forçar mais para girar. Por isso, tenha atenção a esse quesito, já que é bem fácil resolver o problema: pare em um posto de gasolina, busque o calibrador e coloque a pressão adequada, conforme o manual do proprietário.

Essa prática deve ser realizada a cada 15 dias para manter a eficiência do automóvel e fazer o cálculo de álcool ou gasolina dar certo. Para você ter uma ideia, a pressão errada pode levar a um aumento de 1,5% a 3% no consumo.

Lembre-se de manter o alinhamento e o balanceamento em dia. Esses processos evitam a trepidação desnecessária ao rodar e previne o aumento do atrito dos pneus. Com isso, há menos perda de desempenho.

Abasteça em postos confiáveis

A qualidade do combustível é o que determina quando vale a pena colocar álcool ou gasolina. Por isso, nunca observe apenas o preço. Sempre atente ao custo-benefício. Por mais que você queira economizar, desconfie daquele posto que cobra um valor muito abaixo da média.

Além de interferir no desempenho, o combustível adulterado prejudica o motor. O carro começa a engasgar e pode até ter que ser levado ao mecânico para o conserto. Em alguns casos, até a vela fica encharcada, pois é adicionada água no etanol ou na gasolina, o que faz a queima diminuir.

Tenha em mente que a gasolina pode ter, no máximo, 27% de etanol. Se for acima disso, está em desacordo com a legislação — e é aí que os problemas começam a surgir.

Faça revisões e manutenções preventivas

As revisões e as manutenções preventivas são essenciais — afinal, para ter um veículo, é preciso cuidar dele. Isso significa que é fundamental fazer esses procedimentos para evitar um problema maior no futuro.

A ideia das revisões e das manutenções preventivas é ter a visão de um profissional, que pode identificar se alguma peça está deficiente ou precisa ser trocada. É bem possível que ela interfira no consumo e no cálculo entre álcool ou gasolina.

O recomendado é fazer os procedimentos conforme está descrito no manual. De modo geral, as revisões e as manutenções devem ser realizadas a cada seis meses ou 10 mil quilômetros rodados.

Ao levar o automóvel ao mecânico, lembre-se sempre de pedir a análise do estado das velas e da injeção eletrônica. Além disso, troque os filtros de ar e de combustível, porque o entupimento interfere na câmara de combustão e leva a um consumo maior.

Saiba a hora de usar o ar-condicionado

O ar-condicionado pode ser um aliado na hora de economizar combustível. Basta saber utilizá-lo da forma adequada. Na prática, se o clima estiver ameno, é melhor deixá-lo desligado. Isso porque o carro tende a perder potência e a gastar mais.

A exceção é, sempre, nas estradas e em viagens longas. Nesses casos, o ar-condicionado ajuda a gastar menos. Por quê? A resposta está nas janelas: quando elas estão abertas e o automóvel está em alta velocidade, há mais atrito e o consumo é maior.

Essa dica é válida para momentos em que você trafegar acima de 80 km/h, em média. Caso contrário, prefira deixar os vidros abertos. Mais que isso, saiba que veículos com menor cilindrada tendem a gastar mais com o ar ligado. Nesse caso, vale a pena mantê-lo funcionando apenas em viagens longas.

Como vimos, fazer o cálculo de álcool ou gasolina é uma forma de saber qual o melhor combustível. Ainda assim, nem sempre vai ficar claro quando vale a pena colocar etanol ou combustível fóssil. Por isso, é importante sempre adotar as melhores práticas para garantir o rendimento máximo com o gasto mínimo.

Agora que você já sabe quando vale a pena colocar gasolina ou álcool, que tal ajudar algumas pessoas para que elas também saibam como economizar? Compartilhe este post nas suas redes sociais e ajude seus amigos a descobrirem o melhor preço de combustível!

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