Como funciona um consórcio? Leia e tire suas dúvidas

Se você está procurando uma forma de adquirir veículos com taxas de juros mais baixas precisa entender como funciona um consórcio. Essa modalidade possui várias vantagens e é uma alternativa superviável para pessoas e empresas que precisam adquirir ou renovar a frota com certa frequência.

Afinal de contas, dois problemas comuns entre os empreendedores da área de transportes é ter uma frota antiga e reduzir custos com manutenção e combustível. Renovar os veículos é a melhor forma de solucionar essas questões.

No post de hoje, vamos mostrar as características do consórcio, indicar como ele funciona, de que forma você pode participar, como ocorrem as contemplações e de que maneira é realizado o pagamento das mensalidades.

Ainda abordaremos o que é o lance e quais são os tipos existentes, se há riscos em participar do consórcio e quais são os principais benefícios dessa modalidade. Por fim, faremos uma comparação com o financiamento e apresentaremos a relação com a economia colaborativa

Quer entender sobre tudo isso? Então, acompanhe!

Como funciona um consórcio?

Esse é o sistema que consiste na união de pessoas físicas ou jurídicas que economizam dinheiro para adquirir bens de forma parcelada. Os participantes formam uma poupança (ou fundo) comum e são inseridos em grupos. Uma espécie de crowdfunding, ou compra colaborativa.

Cada consórcio tem um foco específico. Os mais comuns são voltados para veículos em geral, como carros e caminhões. Apesar de o dinheiro dos consorciados ser armazenado conjuntamente, cada um deles tem o direito de comprar o seu bem. Assim, esse sistema pode ser entendido como um autofinanciamento.

Por exemplo: você deseja comprar um novo caminhão para a frota de veículos da sua loja. É possível participar de um consórcio e pagar um valor mensal para obter o bem ao final do processo ou por meio de um lance ou sorteio, como veremos a seguir.

Cada indivíduo é chamado de consorciado e possui um número de identificação que representa uma cota. O pagamento da parcela é feito mensalmente, e o valor é arrecadado para realizar as contemplações, que dão direito à carta de crédito. Esse documento equivale ao total contratado para a compra do bem. Ou seja, é como um vale que permite a você adquirir seu carro ou caminhão à vista.

Vale a pena destacar que cada participante pode ter um valor diferente de pagamento mensal. Isso varia conforme a contratação feita pelo integrante. Por exemplo: um consorciado pode adquirir uma cota com parcelamento de 82 meses e valor de R$ 200 mil. Outro pode optar por outro montante e um tempo menor de pagamento. Tudo vai depender da necessidade de cada cotista.

Isso não significa que determinado consorciado tem mais direito ou chances de ser contemplado. Todos têm a mesma possibilidade. O que diferencia é o valor para comprar o carro ou caminhão.

Além disso, se o total da cota do consórcio for menor que o valor efetivo do bem na loja, o consorciado pode adquiri-lo pagando a diferença. Essa opção é mais interessante se você tiver como pagar à vista. Caso contrário é melhor preferir comprar algo que tenha até o valor da cota.

Ao ser contemplado, o consorciado tem a possibilidade de utilizar o seu valor da carta de crédito adquirida e pode comprar o seu bem como em uma negociação à vista, o que possibilita obter mais vantagens e maior poder de negociação.

O consórcio é administrado por uma empresa autorizada a exercer essa função. O sistema todo é normatizado e fiscalizado pelo Banco Central do Brasil, conforme determina a Lei n. 11.795/2008.

Qual é a relação entre o consórcio e a economia colaborativa?

Por ser uma modalidade de aquisição de bens a partir da união de pessoas físicas ou jurídicas, o consórcio faz parte da chamada economia colaborativa. Também chamado de consumo colaborativo ou economia compartilhada, esse sistema prevê o compartilhamento de recursos físicos, humanos e intelectuais, a fim de trazer mais sustentabilidade às negociações.

A ideia da economia colaborativa, portanto, é reunir pessoas com interesses similares (como a compra de um veículo) para que a aquisição do bem seja mais acessível. Essa é exatamente a função do consórcio, já que o objetivo final de todos é alcançar um objetivo.

Essa modalidade de aquisição de veículos tem, portanto, a coletividade como sua essência. É por isso que mensalmente uma pessoa é contemplada e tem acesso à sua carta de crédito. No entanto, é importante lembrar que a economia colaborativa mudou todo o mercado e apresenta 3 aspectos como os principais:

  • social: fortalece uma abordagem mais altruísta e o desejo de comunidade;

  • econômico: aumenta a flexibilidade financeira dos indivíduos que fazem parte desse sistema;

  • tecnológico: é beneficiado por sistemas de pagamento modernos, como as plataformas e dispositivos móveis.

Para as empresas, vários são os benefícios derivados da economia colaborativa. Segundo a empresa de consultoria PwC, em dados divulgados pelo portal de conhecimento sobre gestão e liderança HSM Experience, a expectativa é que esse sistema movimente 335 bilhões de dólares até 2025.

Um estudo do Instituto de Pesquisa e Opinião Pública Market Analysis, publicado pela Folha de S. Paulo, também ressaltou que 20% dos brasileiros conhecem essa modalidade de consumo. Em outras palavras, esse é o momento para você entrar nessa tendência, renovar a frota de veículos da sua empresa e economizar.

Afinal, você abandona a fórmula “preço, produto, praça e promoção” e começa a atuar visando uma nova abordagem. O resultado é a expansão desse modelo, que tende a ficar cada vez mais presente devido ao crescimento da internet, dispositivos móveis e redes sociais.

As vantagens proporcionadas pela economia colaborativa são bastante variadas e recaem em 3 principais pontos:

  • modelo de economia sustentável para o planeta;

  • acesso a serviços que anteriormente eram restritos a pessoas ou empresas com maior poder aquisitivo;

  • espaço maior para empresas de pequeno e médio porte, porque a terceirização tira o foco das grandes corporações existentes no mercado.

Apesar de todos esses benefícios, existe um ponto muito relevante e que precisa ser abordado: a durabilidade dos itens. Atualmente, os produtos são fabricados para durarem por um determinado período de tempo e depois ficam obsoletos. Os veículos são um exemplo bem claro dessa situação, já que perdem parte de seu valor com o passar do tempo.

Com a economia colaborativa, você consegue renovar sempre a sua frota, manter os veículos atualizados e repassar aqueles mais antigos e que já não atendem às necessidades da sua empresa. Para isso, basta optar pelo consórcio.

Como é o processo para a entrada?

O primeiro passo para participar de um consórcio é procurar uma administradora, que vende as cotas para quem deseja participar. O ideal é escolher uma empresa que já esteja há anos no mercado e que passe credibilidade e confiança.

Para não correr riscos, você pode verificar se a empresa possui autorização do Banco Central. Outra possibilidade é consultar a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC).

Ao entrar em contato, um representante mostrará os planos disponíveis e vai tirar todas as suas dúvidas. Ele vai mostrar os grupos disponíveis, que podem estar ainda em formação ou já em andamento.

O grupo é composto por determinado número de participantes e possui um prazo previamente estipulado pela administradora do consórcio. Quando ele está em formação, significa que ainda não foi realizada a assembleia de constituição e a empresa está buscando novos consorciados até que o total de participantes seja completado.

Se o grupo está em andamento, significa que a assembleia de constituição já ocorreu e os sorteios estão acontecendo. No entanto, o limite máximo de consorciados ainda não foi atingido. Por isso são aceitos novos participantes. Quem entra no consórcio em andamento não sofre perdas e começa a participar dos sorteios normalmente.

Apesar de tudo estar bem-especificado, você deve ter atenção a alguns elementos. Verifique os cuidados que deve ter:

  • valor de crédito, ou seja, o montante que terá para adquirir o seu bem;

  • prazo de duração do grupo, percentuais de contribuição (taxa de administração, fundo de reserva e seguro, quando existirem) e outras despesas que podem ser cobradas;

  • garantias que deverão ser fornecidas ao ser contemplado;

  • regras de contemplação por lance e sorteio e como as prestações podem ser antecipadas;

  • cláusulas contratuais, que devem contar com todas as condições informadas pelo vendedor.

Você assinará um contrato e é fundamental exigir uma das vias desse documento e/ou a cópia do regulamento do grupo para garantir acesso a todas as condições. Também é possível solicitar um extrato dos sorteios quando o grupo estiver em andamento.

Outro ponto relevante é que o valor das parcelas poderá aumentar caso o valor do veículo seja elevado. Mas sua carta de crédito também sofrerá uma valorização com o objetivo de manter o seu poder de compra. O valor das parcelas é pago mensalmente e assim deve ser até o final do consórcio, mesmo que você seja contemplado.

Uma das principais vantagens é que não há o pagamento de juros, o que deixa o valor final do bem menor do que se você fizesse um financiamento comum em alguma concessionária.

O que é melhor: consórcio ou financiamento?

A simples descrição do consórcio como uma alternativa mais viável para as suas finanças pode ser insuficiente. Por isso, criamos uma comparação que demonstrará os benefícios dessa modalidade em relação ao financiamento. Confira:

Financiamento

Essa alternativa de compra sempre apresentou menos benefícios que o consórcio, porque os juros embutidos são altos. Calculando o valor total que será pago, o preço do carro ou caminhão pode chegar a dobrar (dependendo das condições em que a aquisição foi realizada).

Isso ocorre porque o financiamento abrange uma série de itens que aumenta as taxas cobradas. Entre eles estão:

  • pagamento de juros;

  • reajustes anuais conforme a variação da Taxa Referencial (TR);

  • risco de crédito do banco, que eleva a incidência dos juros de acordo com seu perfil de consumidor.

Outros prejuízos são o fato de que o preço do imóvel fica travado — ou seja, não sofre atualização com o passar do tempo — e o bem tende a ficar mais desvalorizado ao final do financiamento, justamente por não ser mantido o poder de compra.

Consórcio

O principal benefício dessa modalidade é a inexistência de juros. O que você paga é apenas uma taxa de administração, que é determinada pela empresa administradora. No seu contrato ainda podem estar especificados outros custos, por exemplo: um percentual voltado a um fundo de reserva com a finalidade de cobrir potenciais perdas devido à inadimplência.

Para ficar mais clara a comparação entre consórcio e financiamento, fizemos uma comparação usando o mesmo modelo de carro com valor de R$ 70.630. A taxa de juros utilizada foi a média do Crédito Direto ao Consumidor (CDC), utilizada para esse tipo de bem, que ficou em 2,15% no mês em julho de 2017, segundo o G1.

No caso do financiamento, foi incluído o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que totaliza, nessa simulação, R$ 1.296,74. O valor das parcelas fica em R$ 2.145,01 em 60 vezes. O montante pago ao final é de R$ 128.700,73, com juros de R$ 56.773,99.

Somando os juros ao IOF, a quantia extra que você paga resulta em R$ 58.070,73. Bem significativo, certo? Mas o que seria desembolsado a mais se fosse feito um consórcio? Acredite: o resultado é inferior.

Utilizando o mesmo automóvel de R$ 70.630 com uma taxa de administração de 15% ao ano e pagamento em 60 vezes, a parcela mensal fica em R$ 1.353,74. No total, você paga R$ 81.224,40, o que significa que o valor extra é de R$ 10.594,40. Muito melhor, não é mesmo?

Na comparação direta entre as duas modalidades, fica evidente que o consórcio é muito mais vantajoso. Afinal, você chega a economizar R$ 46.179,59, uma quantia que pode ser reservada para fazer outro tipo de investimento ou até mesmo para adquirir uma nova cota de grupo de consórcio.

Quando eu posso pegar a carta de crédito?

Para conseguir ter o bem em suas mãos, o consorciado precisa aguardar até o final do contrato (e do pagamento das parcelas) ou ser contemplado. Quando isso acontece? Depende das suas ações e da sua sorte.

Você pode ser contemplado por sorteio ou lance, desde que esteja com o pagamento das parcelas em dia. Eles são realizados conforme determinação da administradora em contrato, mas a ocorrência mínima é de uma vez por mês.

A diferença entre os dois formatos de contemplação é bastante simples. O sorteio prevê a retirada de bolinhas de um globo esférico e o número sorteado é a pedra-chave formada.

O lance é quando você oferece determinada porcentagem (%), proporcional ao valor em dinheiro para receber sua carta de crédito. De modo geral, quem oferece o valor mais alto ganha o direito à carta de crédito. No entanto, não há garantias, já que outro consorciado pode ofertar um lance maior que o seu e ser contemplado.

O que é a carta de crédito?

A carta de crédito pode ser utilizada assim que for contemplada ou o consorciado pode esperar mais tempo, podendo, inclusive, deixar o valor aplicado em rendimento à escolha da administradora. O integrante deve apresentar garantias ao grupo de que as parcelas continuarão a ser pagas. Esses deveres estarão especificados em contrato.

Vale a pena destacar que a carta de crédito não é paga em dinheiro. O que ocorre é que o contemplado seleciona o veículo diretamente na concessionária e avisa a administradora do consórcio. É a empresa que toma conta do processo de pagamento do veículo.

É por isso que, quando optar por utilizar o crédito, o consorciado deve comunicar formalmente a administradora do consórcio. A escolha também deve recair em marca ou modelo.

Porém, a carta de crédito não pode ser utilizada para comprar outro tipo de bem. Ou seja, se você fez um consórcio de carros ou caminhões, não pode decidir adquirir um apartamento. Dependendo do ano, também é possível comprar um veículo usado.

Caso o valor do bem seja mais barato que o da carta de crédito, é possível, em alguns casos, utilizar o restante do montante para quitar as parcelas seguintes ou reduzir o valor delas.

Como é feito o pagamento das mensalidades?

As mensalidades são pagas em uma data de vencimento prefixada pela administradora. Ao assinar o contrato, o consorciado se obriga a pagar as prestações de acordo com a periodicidade indicada no documento.

O valor das parcelas é referente à soma das importâncias do fundo comum e de reserva (este último se existir), seguro (quando contratado) e taxa de administração. Essas prestações também podem ser antecipadas ou o saldo devedor pode ser liquidado.

O pagamento antecipado das prestações pode ter ordem direta ou inversa. No primeiro caso, o valor adiantado paga um número X de parcelas consecutivas. Em seguida, os pagamentos são retomados na data de vencimento.

Por sua vez, a liquidação do saldo devedor ocorre quando o consorciado já adquiriu seu bem e quita o restante do seu débito. Assim, ele encerra sua participação no grupo e está liberado das garantias especificadas em contrato. No entanto, é importante verificar essa informação diretamente no documento.

Caso você atrase uma ou mais parcelas do consórcio, terá que pagar multas e juros. É importante ressaltar que o não pagamento de um número muito grande de parcelas pode fazer você ser excluído do grupo. Se já for contemplado e isso ocorrer, a administradora pode solicitar a apreensão do veículo.

Para evitar essa situação existem 3 opções:

  • vender a cota para outra pessoa ou empresa interessada;

  • buscar um item mais barato sorteado pela administradora para que o valor caiba em seu orçamento;

  • solicitar a exclusão do grupo. Isso acarretará pagamento de uma multa e ainda será necessário aguardar o sorteio do seu número ou a finalização do grupo para a recuperação do total investido.

Essas alternativas também devem estar especificadas em contrato. Portanto, vale a pena verificá-las.

O que é o lance e quais são os tipos existentes?

O lance é um percentual oferecido pelo consorciado como tentativa de obter a carta de crédito antes do final do contrato. É esse documento que permitirá o integrante comprar o seu bem.

Para ficar mais claro, vamos imaginar um processo de contemplação. Nos dias anteriores, os participantes do consórcio podem dar os seus lances. Por exemplo: X ofereceu R$ 10 mil e Y ofertou R$ 20 mil, que correspondem, respectivamente, a 10% e 20% do fundo do grupo.

No dia da contemplação, fica determinado que Y deu um lance mais alto e, por isso, ele tem direito a receber a carta de crédito. E, em caso de duas ou mais ofertas de lance iguais, é feito um sorteio entre elas.

Quais são os tipos de lance existentes?

O lance pode ser feito da forma como especificamos. Porém, existem 3 tipos que podem ser adotados. Vamos ver cada um deles a seguir.

Lance embutido

O lance embutido é ideal para consorciados que não contam com o valor suficiente para apresentar. Nesse caso, o integrante usa parte do montante total de sua carta de crédito, que pode variar de 10% a 20% dependendo do grupo.

Por exemplo: se o consórcio de R$ 300 mil for contemplado num lance embutido, o participante receberá R$ 270 mil, porque 10% (correspondente a R$ 30 mil) foi apresentado no lance.

Lance livre

O lance livre é o formato mais conhecido, no qual a oferta corresponde à quantidade de parcelas que serão antecipadas. É o modelo que explicamos anteriormente.

O que principalmente interessa nesse caso é o momento de sua realização, já que a quantidade de pessoas que participam interfere no resultado. A dica é evitar dar lances no final do ano, porque esse é o período em que há mais dinheiro disponível e tende a ter uma quantidade maior de interessados na contemplação.

O melhor é optar pelo mês de fevereiro, mês em que o 13º salário e o valor das férias já foi gasto e que as despesas de início de ano já estão incidindo, entre elas IPVA, IPTU, colégio dos filhos etc.

Para você que tem uma empresa, o final de ano também não é um bom período, já que um valor maior é investido nesse momento.

Lance fixo

Por fim, existe o lance fixo, no qual a quantidade de parcelas necessárias para a antecipação da contemplação é definida pela administradora do consórcio. Exemplo: todos que ofertarem 30% de lance participam de um sorteio exclusivo.

Existem riscos em participar de um consórcio?

consórcio é uma modalidade que não apresenta riscos. Por ser um processo fiscalizado pelo Banco Central, o usuário sempre tem a chance de verificar se os itens que constam em contrato estão em conformidade com a lei e se há algum tipo de exigência ou obrigatoriedade que não deveria ser cobrada.

Porém, existem alguns cuidados que podem aumentar a confiança do consorciado ao optar por esse tipo de negócio. Confira algumas dicas:

Analise a administradora do consórcio

A opção por uma administradora com pouca solidez no mercado pode ser um “tiro no pé”. Além de ter pouca experiência, uma empresa mais recente pode acabar falindo e prejudicando os consorciados.

Ao escolher a administradora, avalie o histórico da empresa, bem como sua idoneidade e solidez. Um bom indicativo é o tempo de existência, já que quanto maior ele for, menor é a chance de você ter problemas.

É possível ainda verificar a situação da administradora no Banco Central. No site da administradora, também é possível verificar a inadimplência dos participantes do consórcio. Caso seja alta, é um indicativo de que as contas podem não fechar no final.

Esteja atento ao vencimento das parcelas e ao plano escolhido

O consórcio é uma modalidade mais barata de aquisição do bem, mas seu pagamento continua sendo mensal. Por isso, é preciso se certificar de que você tem condições de quitar as parcelas.

Analise também o plano escolhido e o valor da carta de crédito. Ela deve ter um montante alto o suficiente para que seja possível escolher o veículo desejado, mas conter uma parcela que caiba no seu orçamento.

Lembre-se ainda de que o consórcio não prevê a contratação de seguro automotivo. Ou seja, se o veículo for retirado antes do fim das parcelas e for roubado ou sofrer avarias, você terá que arcar com o prejuízo e continuar efetuando os pagamentos mensais.

Analise o contrato

As cláusulas contratuais devem ser bem-analisadas para não haver imprevistos ao longo do período de contratação do consórcio. É preciso ter certeza a respeito de prazo, reajustes, mensalidades, multas por atraso, desistência, inadimplência e venda da cota.

Verifique o formato de reajuste das prestações, já que a correção é feita de acordo com um índice previamente acordado. Por exemplo: no caso de um consórcio de carros, geralmente é o valor da tabela do bem.

Outro fator relevante é a inadimplência dos participantes do grupo. Se ela for muito alta, o custo pode ser dividido entre todos os integrantes. Existem alguns consórcios que criam um fundo de reserva para evitar essa situação. Nesse caso há o acréscimo de um valor adicional na mensalidade.

Quais são os principais benefícios gerados?

O consórcio é uma modalidade que oferece diversas vantagens. As principais são:

Redução da burocracia

A participação nesse sistema não exige a comprovação de muitos documentos. É uma opção muito menos burocrática que os financiamentos, e você consegue fechar negócio rapidamente.

Diminuição dos custos

O consórcio não cobra juros e, por isso, os custos são muito menores. A cobrança é de taxas de adesão e administração, seguros e fundos de reserva (lembrando de que isso varia conforme a administradora), mas, mesmo assim, muito mais barato que qualquer outra modalidade de financiamento, como já comprovamos.

Diversidade de planos

O consórcio permite que você defina quanto necessita para comprar o bem, o valor da parcela que cabe no seu orçamento e em quanto tempo deseja pagar. Isso é possível porque os planos são bastante diversificados. Essas escolhas são feitas antes da assinatura do contrato, o que mostra a flexibilidade dessa modalidade de negócio.

Parcelamento integral

O valor total do bem é parcelado no consórcio, sendo dividido em mensalidades preestabelecidas entre a administradora e o consorciado. Em outras palavras, você não precisa ter um montante reservado para dar de entrada.

Manutenção do poder de compra à vista

A carta de crédito possibilita adquirir o bem como se fosse à vista. Isso aumenta o seu poder de barganha, o que significa que você pode negociar benefícios e preços melhores.

Atualização do valor do bem

Os valores das parcelas e da carta de crédito são modificados conforme o preço do bem é atualizado. Essa é uma atitude importante porque garante ao consorciado mais vantagens na hora de ser contemplado. Os critérios de reajuste devem estar dispostos em contrato.

Possibilidade de antecipar a contemplação

O recebimento da carta de crédito pode ser antecipado por meio de um sorteio ou lance. No segundo caso, as prestações são adiantadas. Isso diminui o prazo de pagamento ou o total da parcela.

Possibilidade de usar até 10% do crédito para despesas

O consórcio permite usar até 10% do crédito para pagar despesas de aquisição do bem, por exemplo, transferência de propriedade, registros cartoriais, tributos, seguro e instituições de registros.

Formação ou ampliação de patrimônio empresarial

A opção por um consórcio possibilita que você adquira cotas de acordo com o seu orçamento pessoal. Essa é uma facilidade para o seu futuro ou da sua empresa, já que é possível ampliar o patrimônio sem precisar se preocupar com gastos excessivos, fluxo de caixa ou capital de giro.

Liberdade de escolha

A contemplação permite que você compre qualquer bem que esteja previsto no seu grupo. No caso de um carro ou caminhão, por exemplo, você pode escolher o modelo, a marca, o ano de fabricação, entre outros fatores.

Está claro que o consórcio é uma ótima opção, não é? Basta pesquisar uma alternativa viável para o seu negócio, como o Consórcio Minasmáquinas, e usar as dicas que repassamos neste post. Aproveite para colocar a economia colaborativa em prática, assegurar a renovação da sua frota e pagar um custo muito menor por isso.

Lembre-se de que é possível antecipar a contemplação, o valor do bem se mantém atualizado e o poder de compra à vista é sempre mantido. Tudo isso com pouca burocracia e muita tranquilidade e transparência na hora de fechar o negócio.

Agora que você sabe como funciona um consórcio, que tal contratar o seu? Entre em contato conosco e veja os planos que nós temos para você!

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