Como planejar aposentadoria: o guia antes nunca feito sobre o assunto!

Você já pensou em como planejar sua aposentadoria? É provável que sua resposta seja “sim”. Mas será que suas ações ajudam a conquistar esse objetivo futuro?

Uma pesquisa do Banco Mundial assinala que somente 6% dos brasileiros entre 15 e 24 anos pouparam em 2017 pensando na terceira idade. Quando todas as faixas etárias são considerar, esse índice sobe para 11% — ou seja, ainda é bastante baixo.

Esse dado revela que a maioria das pessoas no país não se preocupa com a aposentadoria e deverá ter problemas quando precisar desse recurso. Como mudar esse cenário? O primeiro passo é se informar. É isso que vamos fazer neste post, com os principais detalhes sobre esse assunto.

Ficou interessado? Confira!

A importância de saber como planejar a aposentadoria

O planejamento financeiro é obrigatório em qualquer fase da vida. Sem esse recurso, é mais fácil estar suscetível a dívidas e ter problemas devido a imprevistos, que surgem com o passar dos anos. Agora, quando pensamos na terceira idade, o cuidado com o dinheiro é ainda mais relevante.

Nessa etapa da vida, os gastos com algumas categorias (como saúde e alimentação) tendem a ser mais elevados. Assim, ao mesmo tempo que você deixa de desembolsar com os filhos, tem outras despesas importantes. Garantir o equilíbrio, portanto, é fundamental.

O objetivo, na terceira idade, é aproveitar ao mesmo tempo que se garante qualidade de vida. Para isso, o ideal é começar a se planejar o mais cedo possível. Essa é uma maneira eficiente de deixar de depender apenas do INSS no futuro. Além de essa opção ter um teto de pagamento — que, hoje, é de R$5.189,82 —, a possível aprovação da Reforma da Previdência dificulta o planejamento pela aposentadoria social.

Essa situação ocorre devido ao modelo de previdência adotado no Brasil, em que aqueles que trabalham atualmente pagam a aposentadoria dos inativos. O problema surge por conta do envelhecimento da população. Isso faz a base (trabalhadores ativos) ser menor que o topo (aposentados). Fica fácil perceber que existe um problema, certo?

Na prática, essa situação gera um caos e exige seu alerta, porque, no futuro, a aposentadoria deve ficar ainda mais difícil de conseguir. Diante desse contexto, o que fazer? Veja algumas opções existentes hoje para resolver o seu problema do futuro.

A escolha da forma de se aposentar

Existem três principais maneiras de garantir estabilidade financeira na aposentadoria. Cada uma delas tem suas características e serve para situações específicas. É importante destacar, antes de conhecer as modalidades, que você pode optar por mais de uma delas.

Assim, tem uma chance maior de complementar o valor que receberá no futuro. Então, quais são as melhores formas de se aposentar? Veja quais são as alternativas!

Aposentadoria privada

São os chamados planos de previdência complementar. Eles funcionam como aplicações financeiras de longo prazo, nas quais são feitos aportes contínuos durante anos. No momento da aposentadoria, existe a oportunidade de resgatar o valor total ou recebê-los aos poucos, a fim de ter uma remuneração mensal.

Dentro do escopo da aposentadoria privada, há duas opções: Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Cada um deles tem suas peculiaridades. Confira!

PGBL

É um plano que permite deduzir as contribuições da base de cálculo do Imposto de Renda. O limite para esse abatimento é de 12% da renda bruta do ano. No entanto, essa oportunidade só é interessante se você fizer a declaração completa. Também é obrigatório contribuir com o INSS.

Entre as características do PGBL está a tributação do IR, que ocorre sobre a quantia acumulada durante a existência do plano. O imposto é pago somente no saque dos valores. Em relação à formação de tributação, ela pode ser realizada conforme a tabela progressiva ou regressiva — quem escolhe é você.

No regime progressivo, as alíquotas variam de acordo com a quantia resgatada, com o máximo de 27,5%. No regressivo, a incidência depende de quanto tempo o valor será acumulado. O máximo é 35%, para aplicações com menos de dois anos, e o mínimo é de 10%, para investimentos com dez anos ou mais. O resgate pode ser vitalício, por um período específico ou somente de uma vez.

VGBL

É recomendado para quem fazer a declaração simplificada do IR ou não realiza esse processo. Caso você aplique mais que 12% da sua renda bruta anual, também opte pelo VGBL, já que ele é mais vantajoso nesse caso. A tributação ocorre somente sobre os rendimentos obtidos no momento do resgate — essa é uma das principais vantagens. O modelo de incidência também pode ser progressivo ou regressivo.

Esses dois tipos de previdência privada servem para complementar o pagamento que será feito pelo INSS. Assim, mesmo que você se enquadre no teto de pagamento, será capaz de ter uma renda mais elevada e manter seu estilo de vida.

Aposentadoria social

Oferecida para todos os trabalhadores pelo governo federal, por meio do Instituto Nacional do Seguro Social, esse modelo de aposentadoria é obrigatório, tanto no trabalho com carteira assinada quanto na assinatura de contratos para a prestação de serviços.

A exigência de pagamento da previdência social existe porque ela tem o objetivo de proteger o cidadão em situação de risco na terceira idade. Contudo, a diferença entre o salário recebido no mercado e o benefício da aposentadoria tende a ser significativo. Existem casos, inclusive, em que o contribuinte recebe até cinco vezes menos.

Hoje, a expectativa é a de aprovação da Reforma da Previdência, que se refere exclusivamente à aposentadoria social. Como o texto não foi votado no Congresso nem sancionado pela Presidência da República, não vamos nos aprofundar no assunto.

De toda forma, espera-se a obrigatoriedade de completar 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, além de 25 anos de contribuição. O cálculo do benefício ainda tende a ser feito na base de 51% da média salarial mais 1% para cada ano de contribuição. Na prática, isso significa que será mais difícil ter uma boa remuneração com o INSS.

Apenas para comparação, se uma pessoa começar a trabalhar aos 23 anos, ele só poderá se aposentar aos 65 anos, com 93% do valor da aposentadoria. Para ter o valor integral, seria necessário somar 49 anos de contribuição. Nesse caso, seria necessário chegar aos 72 anos — e ainda assim existiria o teto de remuneração.

Fundos de investimento

Funcionam de maneira similar a um condomínio. As aplicações financeiras são feitas por vários contribuintes, que adquirem cotas. Elas são administradas por um gestor especializado, que precisa seguir uma política de investimentos bem definida. Por isso, os fundos podem ser de diferentes categorias. As principais são as que listamos abaixo.

Fundos de renda fixa

São tradicionais e apresentam pouco risco. A principal vantagem é a previsibilidade dos ganhos, já que o gestor aplica em investimentos seguros, como debêntures, Tesouro Direto, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e outras modalidades semelhantes. Tendem a apresentar um rendimento menor, porém mais constante.

Fundos de ações

São formados por papéis de companhias negociadas na bolsa de valores. Por sere formados essencialmente por títulos da renda variável, costumam apresentar grande oscilação. Por isso, inexiste previsibilidade de ganhos e ainda há um potencial de perdas mais elevado.

Dentro dessa categoria, ainda existem fundos especializados em certos segmentos de mercado. Um exemplo são os small caps, que focam as empresas de baixa capitalização.

Fundos cambiais

Sofrem variação do câmbio, ou seja, seus ativos oscilam de acordo com as moedas do mercado, especialmente o dólar e o euro. A valorização ou desvalorização das cotas do investidor depende diretamente da cotação monetária. Devido a essa característica, esse tipo de fundos costuma ser utilizado para preservar a carteira de aplicações contramovimentos bruscos da economia.

Fundos multimercado

Contêm ativos da renda fixa e da variável, além daqueles ligados a moedas. Essa diversificação permite que determinado fundo tenha um nível de risco mais conservador, enquanto outros podem ser mais moderados ou agressivos. Portanto, antes de adquirir suas cotas, é importante se informar sobre esse perfil. A vantagem é conquistar uma rentabilidade mais alta ao mesmo tempo que potencializa o controle do risco.

Todas essas opções de fundos de investimento são boas para planejar sua aposentadoria, porque permitem otimizar os ganhos e acumular uma quantia mais alta para o futuro. Em relação às outras modalidades, fica claro que é preciso ter opções além do INSS, já que essa contempla apenas o básico. Para qualquer uma das outras iniciativas, torna-se indispensável se programar para o futuro.

O planejamento financeiro para se aposentar

A expectativa de vida do brasileiro cresce de maneira exponencial. Dados do final de 2018 indicam que, para os homens, é de 72 anos e cinco meses e para as mulheres é de 79 anos e quatro meses. Apesar dessa informação ser positiva, ela mexe diretamente com a aposentadoria, já que existem mais desafios.

Para quem ainda está pensando na terceira idade, o recomendado é considerar esses dados e lembrar que, daqui a alguns anos, a expectativa de vida deve ser ainda maior. Nesse contexto, como planejar sua aposentadoria? Há várias dicas que ajudam a chegar lá. Saiba mais!

Quite suas dívidas

A melhor decisão é pensar no futuro o mais cedo possível. Quanto antes você começar a economizar, maior será a chance de ter uma aposentadoria tranquila. No entanto, antes de pensar nesse objetivo, é preciso quitar as dívidas que tem hoje.

Avalie todos os valores empregados em empréstimos, financiamentos e parcelamentos. Negocie com os credores, caso tenham débitos atrasados, a fim de reduzir as taxas de juros. Guarde, pelo menos, 10% para honrar esses compromissos.

Se possível, aplique a regra 50-15-35. A ideia é dividir o orçamento da seguinte forma:

  • 50% para gastos essenciais, como moradia, alimentação e transporte;
  • 15% para prioridades financeiras, ou seja, o pagamento de dívidas e, em um segundo momento, a realização de investimentos;
  • 35% para manter seu estilo de vida, isto é, coisas que dão prazer, mas são supérfluas em uma situação de necessidades, como compra de livros, baladas, restaurantes e academia.

Se suas dívidas forem significativas, reduza os gastos essenciais e para estilo de vida. Assim, conseguirá pagar os débitos em aberto o mais rápido possível.

Forme uma reserva de emergência

O investimento na sua aposentadoria deve ser feito à parte. Isso significa que é preciso ter uma boa reserva de emergência para cobrir imprevistos, por exemplo, doenças e desemprego. Nesse contexto, o indicado é ter o equivalente a:

  • três meses de salário, caso não tenha filho, receba renda de um imóvel e tenha um salário fixo;
  • seis meses de salário, se tiver filhos e casa própria, e contar com dois salários estáveis (seu e do cônjuge). Se você não tiver filhos, mas tiver um financiamento a pagar ou se alugar seu imóvel e tiver apenas um rendimento, também deve reservar essa quantia;
  • nove meses de salário, se você trabalha por conta própria ou é freelancer em tempo integral, já que sua renda é menos previsível.

Escolha a quantia que vai guardar

O pagamento das dívidas gera a organização das finanças. Nesse momento, você deve se perguntar: quanto será necessário para ter uma boa aposentadoria? A resposta depende de cálculos a serem feitos por você mesmo. É preciso saber com que idade pretende se aposentar e se deseja continuar com outra renda ou não.

Se desejar parar de trabalhar aos 65 anos sem ter outras atividades remuneradas, precisará poupar por, pelo menos, 25 anos. Somente dessa forma será possível ter uma reserva suficiente para o restante dos anos.

A questão é: como fazer esse cálculo? O ideal é considerar: tempo do investimento, quantia aplicada e tamanho dos riscos. Há diferentes variáveis, que vamos explicar ao longo dessas dicas. Por enquanto, veja a si mesmo daqui a 10, 20 ou 30 anos e imagine o estilo de vida que deseja ter. Questione-se sobre algumas questões importantes, como:

  • Quantas viagens deseja fazer no ano?
  • Quer morar na cidade ou no campo?
  • Pretende utilizar automóvel ou transporte público?
  • Quer viver no mesmo imóvel de hoje ou deseja um diferente?

Lembre-se de pensar em aspectos mais subjetivos, como sua saúde, se vai morar sozinho ou com parentes, quanto tempo por semana pretende se dedicar a outros projetos de vida etc. Esse cenário imaginado ajudará a ter uma noção mais clara do futuro e, principalmente, a manter a disciplina.

Considere o tempo

O tempo é uma das variáveis importantes para calcular quanto tempo é preciso para a aposentadoria. Quanto antes começar, maior será a chance de alcançar seu objetivo. Além disso, precisará poupar menos por mês — ou conseguirá alcançar uma quantia mais elevada ao final — e terá a oportunidade de escolher mais alternativas conservadoras.

Diferentes cálculos podem ser realizados nesse momento para calcular quanto será preciso poupar. Contudo, existe uma regra mais fácil de seguir. Ela relaciona sua idade com o porcentual indicado de economia. Veja:

  • 25 anos — guarde 10% dos rendimentos;
  • 35 anos — guarde 20% dos rendimentos;
  • 45 anos — guarde 30% dos rendimentos;
  • 50 anos — guarde 40% dos rendimentos;
  • 55 anos — guarde 50% dos rendimentos.

Analise quais receitas terá no futuro

A Previdência Social é uma das opções com as quais você deve contar — mesmo que seja um valor menor. De modo geral, a expectativa é que a essa alternativa seja responsável por, no máximo, 20% da sua renda na terceira idade. 

No entanto, você pode se programar para ter outras receitas no futuro, como o aluguel de imóveis. Além dessa opção, existe a previdência privada, rendimentos de aplicações financeiras e mais alternativas.

Coloque em prática seu plano de ação

As informações reunidas na etapa anterior exigem o começo da sua estratégia. Verifique na prática se consegue economizar o montante a que se propôs. Caso esteja difícil, busque ter mais disciplina, receber outras fontes de renda (derivadas de um trabalho feito em casa ou de uma promoção) ou reveja seus planos.

Tenha em mente que qualquer decisão tomada hoje levará ao impacto futuro. Se você priorizar o presente, haverá um consequente detrimento do padrão de vida na aposentadoria.

Reveja sua estratégia

Seu planejamento precisa ser revisto com frequência. Verifique se suas metas são alcançadas ou se é preciso fazer algum ajuste. Analise ainda se o seu salário aumentou. Nesse caso, veja se é possível economizar mais que o previsto.

A opção do consórcio

Essa possibilidade parece ser difícil de se concretizar, mas aposentadoria e consórcio têm tudo a ver. Essa modalidade ajuda a construir um patrimônio que será importante para manter seu estilo de vida e até obter uma renda futura. 

O grande benefício do consórcio é o fato de ele ser um investimento de longo prazo, mas que tem funcionamento igual ao de uma conta. Assim que você entra em um grupo e adquire uma cota, você tem chance de receber a sua carta de crédito, que permite comprar o bem esperado à vista, por exemplo, carro ou imóvel.

O pagamento é feito por meio de parcelas mensais. Assim, você sabe que tem a obrigação de manter a quitação das parcelas em dia, medida que ajuda na disciplina. Com isso, fica muito mais fácil reunir a quantia necessária para se aposentar com tranquilidade. Além desses benefícios, existem outros. Confira!

Consolidação do patrimônio

A formação de um patrimônio sólido depende da acumulação de bens ao longo dos anos. Ao alcançar esse objetivo, você tem menos custos ao chegar na aposentadoria. Por exemplo: com a compra do imóvel, você deixa de pagar aluguel. Se tiver mais de um, ainda tem a chance de gerar renda pela locação.

No caso do carro, você não tem prestações a pagar e ainda tem a oportunidade de vendê-lo, caso seja necessário. Perceba que em ambas as situações é necessário fazer a manutenção dos bens. Ainda assim, se você conseguir manter em dia, os valores com esse processo são mais baixos que o necessário para fazer a compra do automóvel ou imóvel.

Pagamento de valores baixos no presente

O consórcio é uma alternativa de baixo custo, porque não há cobrança de taxas de juros, apenas de taxa de administração. Com isso, as prestações são menores que as de um financiamento comum. Por isso, é um investimento de longo prazo que traz bons frutos para o futuro. Além disso, o presente não é muito impactado, porque as parcelas cabem no seu bolso.

Obtenção de uma renda futura

A obtenção de imóveis é capaz de gerar renda para o futuro, porque você mora em um e deixa o restante para locação ou para venda, com o objetivo de alcançar um lucro considerável. Desse modo, você tem mais garantia para o futuro.

Diversificação de investimentos

O ideal para todo investidor é diversificar as aplicações financeiras para ter uma chance maior de potencializar o rendimento ao mesmo tempo que reduz os riscos. Essa medida gera mais fontes de renda e contribui para o alcance de metas. No que se refere à aposentadoria, o benefício é ter um consórcio, que pesa pouco no bolso e permite construir um patrimônio.

Por meio dessa alternativa, você adquire imóveis, carros e até usa o valor da carta de crédito em conta para ter mais tranquilidade e liberdade de uso, por exemplo, para viajar. O resultado é uma capacidade financeira maior, que contribui para manter o estilo de vida no futuro.

Formação de herança para os seus filhos

O consórcio contribui para a aposentadoria, mas também para a criação de uma herança para os seus filhos. Os bens acumulados, como vimos, servem para facilitar o seu estilo de vida, e também contribuem para deixar algo para o futuro. É por isso que o segmento de consórcios fechou 2018 com R$106 bilhões em negócios. Foram 2,6 milhões de adesões, com injeção de R$40 bilhões no setor produtivo.

Agora, você já sabe como planejar a aposentadoria e entende todos os passos que precisa dar em direção ao seu objetivo. O ideal é começar agora mesmo. Tenha em mente que o primeiro passo pode ser o mais difícil, mas é fundamental para começar.

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