Como sair do aluguel: o guia COMPLETO para se dar bem!

O sonho de conquistar um imóvel próprio faz parte dos objetivos de muitas pessoas. Porém, algumas ainda têm receio de dar esse passo ou sequer sabem como sair do aluguel. Não é para menos: a decisão envolve uma grande quantia de dinheiro e um compromisso que pode durar muitos anos, dependendo do parcelamento realizado.

Pensando em ajudar, elaboramos este artigo bem completo para tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto de uma vez por todas. Quer saber se é o momento de começar a se planejar para adquirir o seu bem e como se planejar para esse momento? Então, não deixe de conferir. Boa leitura!

A importância de sair do aluguel

Se você ainda tem dúvidas de que sair do aluguel é a melhor opção, vamos apresentar, nos próximos tópicos, alguns bons motivos para isso. Veja só!

Comprar casa própria é investir bem o seu dinheiro

Comprar um imóvel não é simplesmente gastar dinheiro, mas sim realizar um investimento. Quando se assume esse tipo de compromisso financeiro, mesmo que a longo prazo, as chances de retorno futuramente são grandes.

Fora isso, você vai adquirir uma propriedade que será sua, diferentemente do aluguel, em que o bem é de outra pessoa e você usufrui sem qualquer retorno financeiro ao fim do contrato. 

Ter o primeiro imóvel é ter segurança

Outro ponto positivo de conquistar a casa própria é a segurança que você e sua família terão diante de qualquer emergência financeira, ainda mais se forem levadas em consideração as recentes crises que o Brasil passou.

Durante esses períodos, ter uma residência é sinônimo de um gasto a menos e a certeza de um teto para morar enquanto administra a situação.

Você pode ter a sua casa do jeito que sempre quis

Uma das maiores dificuldades para quem vive de aluguel são as limitações impostas pelo dono do imóvel, principalmente em questões como reformas e modificações. Além disso, gastar com decoração em uma casa que não é sua é um gasto extra que não terá retorno.

Fora isso, ainda existe o risco de ter que configurar a casa no modo que ela era originalmente antes de devolvê-la, gerando mais custo. Por outro lado, a casa própria permite ao dono modificar e redecorar a hora que bem entender até deixá-la do jeito que mais agradar.

Esqueça o sufoco de ter que arrumar algum fiador

Outro ponto negativo é quando se encerra um contrato e deve-se ir em busca de outra residência. Além da burocracia — reconhecer firma em cartório, tirar cópias autenticadas de documentos, fazer contratos, pagar taxas de corretagem etc. —, existe também o gasto com valores antecipados (chamados de depósito caução) ou a dificuldade em se conseguir um fiador.

Ao adquirir um imóvel próprio, essas burocracias são reduzidas ou todos esses processos realizados uma única vez, sem necessidade de renovação anual.

4 sinais de que está na hora de sair do aluguel

Você ainda sente uma certa insegurança a respeito de qual é o momento ideal para sair do aluguel e partir para o investimento na casa própria? Veja quatro sinais que podem ajudar a entender qual é a melhor hora para dar o primeiro passo.

1. Você quer gerar patrimônio

Um dos maiores indícios de que está na hora de sair do aluguel é quando há a necessidade de gerar patrimônio para si mesmo ou para a família. Mesmo com algumas instabilidades financeiras e eventuais desvalorizações, o mercado imobiliário é uma boa alternativa para investir seu dinheiro, devido a rápida recuperação do setor.

Sendo assim, é possível adquirir imóveis a preços acessíveis e depois vendê-los em épocas de valorização, garantindo maior tranquilidade financeira no futuro. 

2. Você tem vontade de deixar o lar mais com a sua cara

Como já dito, as limitações impostas nos contratos de aluguel e até mesmo a perda do dinheiro investido impossibilita ao inquilino deixar o imóvel da maneira que sempre sonhou. Nessas horas, comprar uma moradia própria é a solução.

Cada um tem suas preferências e características que, quando implementadas, tornam o ambiente mais leve e com a cara do proprietário e dos outros moradores.

3. Você tem um dinheiro disponível para investir

Se você ou sua família tem algum dinheiro disponível para investimento, sem dúvida sair do aluguel é uma ótima opção. Realizar viagens, adquirir carros e outros tipos de bens, são investimentos passageiros e não trarão um retorno financeiro tanto quanto uma propriedade.

Além disso, uma residência é um bem que pode durar décadas e ser passada de geração a geração, valorizando-se com o passar do tempo.

4. Você acredita que não dá mais para viver no aluguel

Por fim, se você não suporta mais ver seu dinheiro sendo gasto com despesas que não terão retorno, é hora de se livrar desse custo mensal. Agindo de maneira consciente e analisando bem todas as possibilidades, é possível trocar de investimento, utilizando o dinheiro gasto no aluguel em parcelas do financiamento.

6 motivos para sair do aluguel

Se antes falamos sobre a importância de sair do aluguel, agora vamos apresentar 6 motivos para que você se convença, de uma vez por todas, a investir na aquisição. Confira!

1. Você pode investir no imóvel e torná-lo rentável

Apesar de muitas pessoas não enxergarem dessa maneira, adquirir um imóvel pode ser um dos investimentos mais rentáveis que se pode fazer. Mesmo que a aquisição seja feita para se morar no lugar, a possibilidade de vendê-lo mais caro é grande.

Isso acontece devido a valorização do imóvel com o passar do tempo e, dependendo da localização, sua venda posterior pode render bons frutos. Outra opção é usar o bem como fonte de renda fixa (caso o proprietário possua mais de um imóvel), alugando para outras pessoas.

2. Atualmente, comprar um imóvel é bem mais fácil

O mercado de crédito e imobiliário oferecem várias facilidades para quem deseja sair de vez do aluguel. Financiamentos com juros reduzidos, prazos estendidos de pagamento e auxílios e programas governamentais — como o “Minha Casa, Minha Vida” —, tornam o sonho de conquistar a casa própria muito mais próximo da realização.

3. Você conquista a realização pessoal

Outro motivo que pode ser determinante para quem deseja sair do aluguel é a necessidade de realização pessoal. Por melhor que seja a condição da moradia alugada, ela não se compara a adquirir o próprio imóvel.

A sensação de ser proprietário de um bem tão importante oferece ao comprador uma segurança e satisfação que não se pode ter morando em uma residência alugada.

4. Investir em um imóvel dá mais segurança patrimonial para você e sua família

Por ser um patrimônio seguro e de valor reconhecido, a comprovação de renda é mais facilitada, gerando mais oportunidade de créditos — como um empréstimo de valor alto —, pois as instituições usarão o imóvel como garantia de pagamento da dívida.

Isso é possível, pois as propriedades são bens sólidos e que mantém sua estabilidade patrimonial por um longo prazo, tornando-se rentável e uma garantia de cobertura da dívida, caso o devedor não tenha como arcar com o combinado.

5. Você pode adquirir seu imóvel por meio do consórcio

Geralmente, as linhas de crédito exigem comprovação de renda e uma série de documentos que devem ser apresentados para a aquisição do imóvel. Com o consórcio imobiliário, essa compra é simplificada.

Durante a aquisição junto a um grupo de consorciados são exigidos apenas documentos pessoais de identificação e comprovantes de endereço. Fora isso, os consórcios contam com planos flexíveis que incluem parcelas que se adaptam ao seu orçamento.

Outro ponto positivo é que esse modelo de compra não cobra juros sobre as parcelas, o que acaba tornando a aquisição mais barata, se comparada a uma aquisição por meio de financiamento imobiliário, por exemplo.

6. Você pode usar o seu FGTS no consórcio

Ainda sobre os consórcios, os trabalhadores contribuintes podem usar seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar parcelas ou dar lances em cartas de crédito, abreviando a aquisição do bem junto à administradora.

4 erros cometidos por quem quer sair do aluguel

Comprar um imóvel é um sonho de muitas pessoas. Porém, se não houver um planejamento adequado, o projeto pode se tornar um grande pesadelo ou atrasar a conquista. Conheça, a seguir, alguns erros que devem ser evitados para que isso não aconteça com você.

1. Não criar ou não manter um planejamento financeiro

Apenas sonhar não é o suficiente para conseguir a casa própria. Por ter um custo relativamente alto, é necessário um bom planejamento financeiro. Não se planejar corretamente pode transformar o sonho em pesadelo, gerando o risco de perder o imóvel para seus credores.

Por isso, esse deve ser o primeiro e mais importante passo antes de sair do aluguel, pois é a partir disso que será possível descobrir quanto da sua renda poderá ser destinada a esse investimento. Separamos abaixo algumas medidas que podem ser tomadas para realizar esse planejamento com sucesso.

Faça uma lista com todos os seus gastos

O primeiro passo para um bom panejamento financeiro é saber para onde vai o dinheiro da sua renda mensal. Para isso, é necessário listar todos os gastos realizados. Uma boa dica é  utilizar planilhas, sejam elas eletrônicas ou até mesmo um caderno para fazer as anotações.

Nessa lista devem constar anotações diárias com todos os custos fixos — como aluguel, compras parceladas — e os gastos variáveis — como contas de luz, água, internet, lazer etc. É importante anotar todo e qualquer gasto, mesmo que seja uma bala no meio do dia.

Adote medidas para reduzir seus gastos

Após identificar para onde está sendo direcionado seu dinheiro, é hora de analisar a necessidade de cada um dos gastos. Nessa hora é importante lembrar que, mesmo sendo algo direcionado a um prazer pessoal, alguns benefícios terão de ser suspensos.

Para ajudar nessa missão, uma “regrinha” pode ser utilizada: a regra dos 50-15-35, que consiste em separar 50% da sua renda para gastos essenciais — aluguel, transporte, alimentação, contas de luz água e telefone etc.

Cerca de 15% da renda deverá ser destinado a algumas prioridades financeiras, como quitação de dívidas e poupança para aquisição do imóvel. E por último, utilizar 35% para manter o estilo de vida familiar — incluindo lazer e outros fatores não tão essenciais.

É importante lembrar que, caso esteja muito endividado, será necessário direcionar uma porcentagem maior que os 15%, sendo necessário reduzir alguns gastos, como lazer.

Defina suas metas financeiras

Esse é outro ponto crucial no planejamento, pois se não houver a definição dessas metas, todas as análises e economias feitas de seu orçamento serão em vão. Por exemplo: conseguir quitar todas as suas dívidas em seis meses ou juntar, durante o período de dois anos, um rendimento equivalente a 30% do valor do imóvel que deseja adquirir para usar como entrada.

Mas, lembre-se! Defina objetivos que exijam um certo esforço, mas que sejam alcançáveis para não acabar se frustrando por ter dado um passo maior que as pernas, gerando desmotivação e adiamento dos planos.

2. Manter muitos gastos desnecessários

Economizar não é fácil, mas é a melhor estratégia para realizar qualquer sonho que envolva dinheiro. Ao realizar o planejamento financeiro, será necessário repensar seu estilo de vida e da sua família.

E uma das partes mais difíceis é identificar os gastos considerados supérfluos e cortá-los. Afinal, se são desnecessários, você terá que aprender a viver sem eles. Um dos maiores vilões dessa ação é a falta de policiamento, fazendo com que o dinheiro acabe inesperadamente.

Um exemplo: se você é uma pessoa que gosta de café e faz questão de ir todos os dias à padaria da esquina tomar dois expressos — em vez de usufruir do “cafezinho” da empresa ou fazer em casa —, supondo que o custo de cada um seja de R$2,00 (dois reais), você terá um gasto estimado de R$1.460 (mil quatrocentos e sessenta reais) ao final de um ano.

Apesar de parecer pouco no dia a dia, com essa mudança de hábito, pode-se economizar uma boa quantia durante o período de um ano — valor que pode ser usado para quitar uma dívida, por exemplo.

3. Ter medo de investir em um imóvel

Infelizmente, algumas pessoas só não saíram do aluguel ainda devido ao medo de encarar um investimento desse porte. Isso envolve, principalmente, o receio de não conseguir arcar com as parcelas e perder o imóvel (depois de tanto esforço).

Entretanto, se você faz um planejamento financeiro eficaz e uma aquisição condizente com a sua realidade, as chances de isso acontecer são bem menores. É por isso, também, que é importante contar com uma reserva de emergência — assim, sempre que passar por algum problema, ela estará lá para sustentar a sua saúde financeira.

4. Desconhecer as opções de financiamento

É natural que as pessoas tenham vontade de ter um imóvel próprio, mas ainda não sabem como sair do aluguel. Parte do problema já começa com o desconhecimento nas possibilidades de parcelar o valor total do bem. Para solucionar essa questão, vamos listar apenas algumas das opções disponíveis para que você possa seguir em frente com o objetivo.

Caixa Econômica Federal

Essa é uma das formas mais populares de investir na casa própria. Os principais motivos para isso são:

  • taxas de juros mais baixas;

  • adoção de políticas e programas sociais do Governo (como o Minha Casa, Minha Vida);

  • liberar o acesso ao crédito de acordo com o perfil do comprador.

Com isso, até mesmo os interessados que tenham uma renda mais baixa podem apostar no financiamento, se mudar praticamente de imediato (caso seja um imóvel usado) e ainda contar com um longo prazo para quitar o débito.

Financiamento bancário comum

Para adotar essa opção, é preciso investir em um bom planejamento financeiro, realizar muita pesquisa, analisar proposta e fazer cálculos referentes às taxas de juros praticadas. Isso é necessário para tomar cuidado com cláusulas específicas que cada seguradora oferece — o que é permitido, desde que seja obedecida a regulamentação imposta pelo Banco Central.

Portanto, não deixe de realizar diversas cotações com os bancos, além de comparar todos prós e contras que cada um deles oferece (indo além do valor das prestações e as taxas praticadas).

Direto com a construtora

Essa é muito comum para que os interessados possam comprar um imóvel na planta, direto com a construtora. Como é do interesse da empresa vender os empreendimentos de forma rápida, é possível encontrar alguns preços mais atraentes do que a média praticada pelo mercado.

Além disso, também é possível obter algumas facilidades no que diz respeito ao valor (e formas) de entrada, parcelamento — dependendo da situação, ainda existem alguns benefícios embutidos, como a inclusão de itens de decoração ou acabamento.

Consórcio imobiliário

O consórcio imobiliário é uma excelente opção de quem deseja realizar o sonho da casa própria e, ao mesmo tempo, fugir das altas taxas de juros cobradas nos financiamentos. Outro ponto de destaque é a desnecessidade de oferecer um valor para a entrada.

Essa é uma excelente opção para quem não quer se mudar de imediato, já que, se você não tiver separado uma quantia para oferecer um lance, poderá ser contemplado na última parcela.

Passo a passo sobre como sair do aluguel

Agora que você já entendeu como sair do aluguel, vamos oferecer um passo a passo para ajudar nessa missão. Saiba mais!

Poupar cerca de 20% sobre o valor do imóvel

O primeiro passo é juntar dinheiro suficiente para dar entrada no financiamento — ou um lance, no caso do consórcio —, o que corresponde a cerca de 20% sobre o valor do imóvel. Isso é necessário para obter o parcelamento, uma vez que a maioria das linhas de crédito só financia o montante de até 80% do valor total.

Para obter rendimentos e conseguir alcançar o valor com mais rapidez (ou até mesmo alcançar um percentual acima da entrada necessária), você pode apostar em uma aplicação que seja de baixo risco. Bons exemplos desse tipo de investimento são a poupança e o Tesouro Direto.

Acostumar-se a poupar cerca de 30% do valor da sua renda

Antes mesmo de começar a se planejar para comprar um imóvel, o ideal é que você crie o hábito de economizar cerca de 30% do valor da sua renda (ou da família). Essa é uma forma de se acostumar a um padrão de vida sem essa fatia — já que, geralmente, o valor da parcela do financiamento pode chegar a esse percentual, além de ser um gasto pro longo prazo.

Poupar dinheiro para a documentação (como a escritura)

Além de ter que se preocupar com a entrada e a parcela a ser paga, também é preciso economizar para pagar as taxas do banco, o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) — a alíquota varia entre os municípios —, os custos do cartório, a análise jurídica da documentação e a avaliação do imóvel, por exemplo.

Pesquisar bem sobre a região na qual pretende morar

A região na qual você pretende morar influencia diretamente no seu orçamento. Viver em um bairro no qual as pessoas têm um poder aquisitivo maior pode resultar em um custo de vida mais elevado — e isso envolve, principalmente, os gastos com alimentação, condomínio, imposto (como o IPTU), entre outras coisas.

Sendo assim, tenha conhecimento sobre essas questões para evitar escolher uma localidade além (ou mesmo aquém) das suas possibilidades financeiras.

Procurar o imóvel certo de acordo com suas necessidades e desejos

Agora, realmente é o momento de procurar o imóvel — e também uma das fases mais empolgantes — que você deseja adquirir. Para fazer uma escolha mais acertada, é preciso conhecer as suas necessidades (quantidade de quartos, tamanho etc.) e o que você deseja ter no bem.

Faça muitas pesquisas a respeito de preço, vizinhança, infraestrutura, condições do imóvel e necessidade de reformas, por exemplo. Isso ajuda a direcionar a sua decisão, além de se preparar para um possível gasto extra depois da compra.

Para garantir uma avaliação certeira, você pode contar com a ajuda especializada de algum corretor ou outro profissional que entende do assunto.

Lembrar de escolher o bem que esteja dentro da sua realidade financeira

Muita gente quer morar em um imóvel espaçoso, com suíte e outras comodidades, mas nem sempre a realidade financeira permite ter algum luxo. Portanto, lembre-se de fazer uma compra que seja condizente com as suas possibilidades atuais, conciliando as prestações com seus gastos mensais, anuais e as possíveis manutenções que podem surgir ao longo do tempo.

Saber como sair do aluguel é uma forma de garantir que o seu sonho seja realizado minimizando as chances de problemas futuros — que podem gerar muita dor de cabeça e muitos gastos que não haviam sido planejados inicialmente. Agora você já sabe quais erros deve evitar e quais pontos precisam ser levados em consideração no planejamento, não é mesmo?

O que achou deste conteúdo? Quer saber ainda melhor como o consórcio pode ajudar você a sair do aluguel e conquistar o seu imóvel próprio? Então, entre em contato conosco e tire todas as suas dúvidas com um de nossos especialistas agora mesmo!

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