Comprar ou construir uma casa? Qual é a melhor opção?

A busca por segurança financeira e qualidade de vida para a família são os principais motivadores que fazem brilhar os olhos de quem sonha com a casa própria. É aí que entra uma dúvida que muitas vezes atrasa ou dificulta a concretização desse plano: o que é melhor, comprar ou construir?

Cientes de que esse é um dos investimentos mais importantes na trajetória familiar, todo cuidado é pouco na hora de decidir. É preciso considerar que ali serão empregadas economias de uma vida inteira ou que parte da renda será comprometida nos próximos anos.

Por isso, é necessário ter cautela, pesar prós e contras, analisar cada opção e escolher, com calma e confiança, o melhor caminho a seguir.

Cada caso terá suas particularidades, sendo assim, é fundamental ter em mente os interesses e as condições financeiras da sua família. Existem diversas opções, e o importante é buscar a solução que poderá atendê-lo, na medida de sua necessidade.

Para ajudar na definição se vale mais a pena comprar um imóvel pronto ou construir uma nova residência, este post lista pontos positivos e negativos de cada alternativa.

Esteja atento às características de cada situação e procure analisar em qual delas sua situação familiar se encaixa melhor. Boa leitura!

1. O brasileiro e o sonho da casa própria

A cultura financeira brasileira valoriza muito a construção de patrimônio. Nesse cenário, a casa própria é considerada o maior símbolo de segurança e um dos mais importantes sonhos de consumo de boa parte da população.

Contraditoriamente, muitas pessoas que almejam ter tranquilidade financeira não têm o hábito de acumular uma reserva para tornar os planos realidade. Infelizmente falta educação, preparação e visão crítica no âmbito econômico.

Talvez esteja aí a lacuna que impede tantos cidadãos de conseguir ter a casa própria ou viabilizar outros ideais, como trocar de carro, manter a universidade dos filhos, viajar para o exterior ou bancar um intercâmbio para aprender idiomas.

O ideal é que haja uma mentalidade focada em guardar recursos pensando no futuro. Também vale lembrar que, para materializar vontades por meio da aquisição de bens caros, é importante entender um pouco de Economia e dos princípios que regem uma boa administração financeira.

O fato é que é indispensável criar o hábito de poupar e, principalmente, é fundamental abrir mão de pequenos gastos, pensando que cada centavo faz diferença no extrato ao final do mês.

2. A importância do imóvel no patrimônio familiar

Ter o primeiro imóvel próprio é algo tão relevante na nossa cultura que há um ditado popular que prega: “quem casa quer casa”.

Perceba a sutileza dessa expressão: ela dá a entender que para começar a construir uma família é preciso, antes de tudo, ter um reduto sólido para receber o casal e confortar os novos membros que ainda virão, para então criar o real sentido de lar.

Por isso, é tão comum a compra de imóveis na planta por parte de casais que ainda planejam o casamento. Nessa fase, os preços são mais acessíveis, mas é preciso dispor de tempo para aguardar a entrega do bem. 

Outra alternativa muito buscada por esse público é o consórcio, que permite uma poupança forçada, com dispêndios mensais acessíveis e ainda a possibilidade de um lance, caso o beneficiário consiga fazer uma reserva paralela.

Muito se fala também que uma casa é o alicerce de uma família, o reduto onde a união se materializa. Daí vem a relevância desse patrimônio, que sugere solidez e a certeza de que, caso as coisas não andem bem financeiramente, pelo menos o básico está garantido. A partir disso, o recomeço é possível, toda melhoria é bem-vinda e as outras coisas passam a ser alcançáveis, já que o principal a família já conquistou.

3. O momento ideal para adquirir o próprio imóvel

Já que acabamos de mencionar a casa própria como algo que permeia o imaginário coletivo e, por isso, é sonho presente na grande maioria das famílias brasileiras, é preciso avaliar criteriosamente qual é a hora certa para dar esse passo.

Alguns fatores precisam ser considerados para que haja uma indicação correta do momento ideal para investir em um imóvel próprio. Então, vale a pena responder as questões abaixo. 

  • Tenho urgência na mudança para a casa nova? E tempo hábil para pensar em comprar algo na planta ou construir?
  • Disponho de uma reserva para dar entrada em um financiamento junto a uma construtora ou um banco? Tenho uma reserva para contratar profissionais de construção e também o material necessário para iniciar as obras?
  • Minha renda mensal permitirá bancar as prestações de um financiamento imobiliário ou as compras frequentes de material de construção, além do pagamento dos profissionais que assumirem essa empreitada?
  • Tenho experiência e paciência para lidar com profissionais de construção civil para tornar as obras o mais ágeis e baratas possível?
  • Caso assuma um crédito imobiliário, tenho estabilidade no meu emprego para bancar as prestações no longo prazo? Há riscos de redução salarial, caso minha remuneração seja composta por comissões que dependem de vendas ou concretização de negócios?
  • Quais são os planos de aumentar a família no longo prazo? Há novos membros previstos? Que influência esse fato terá na definição da planta ideal do futuro imóvel?
  • Como está o planejamento financeiro familiar? Há filhos para ingressar na faculdade? Optaremos por uma universidade pública ou privada? Quais impactos já estão previstos no orçamento em função de necessidades de membros da família?
  • Vale mais a pena investir a reserva ou construir e contar com os rendimentos para pagar as prestações de um financiamento? Posso sacar esse recurso para investir na construção do imóvel próprio?

Todos esses fatores ajudarão a decidir qual o melhor caminho: comprar um imóvel ou construir a casa dos sonhos.

Essa análise da situação de cada família também contribuirá para a escolha mais acertada quanto à hora certa de investir. O mais importante é que esse momento coincida com aquele em que já há uma maturidade financeira de quem será responsável pelo pagamento das despesas e também dos demais, que devem contribuir eliminando supérfluos e economizando em prol do sonho maior e coletivo.

4. As vantagens de comprar um imóvel pronto

Depois de andanças por prédios, condomínios de casa e apartamento e ruas daquele bairro simpático que sempre despertou o interesse da família, alguns quesitos precisam ser analisados para se ter certeza de que o melhor a ser feito é mesmo comprar um imóvel pronto.

Conheça, neste tópico, os principais benefícios quando a decisão caminha nessa direção.

4.1. Aquisição rápida

Depois de localizada a casa a ser comprada, o processo de aquisição de um imóvel é algo que dura, em média, até 3 meses — isso se for realizado um financiamento imobiliário, que é burocrático, mas por ser um processo já dominado pelos bancos, não é tão lento. Agora, se o interessado já tem recursos próprios para a compra, aí é só usar isso como poder de barganha, fazer uma boa proposta e pegar as chaves assim que o negócio for fechado.

Se para ter o habite-se de uma casa em construção é preciso esperar cerca de 2 anos, para financiar um imóvel é preciso vencer as seguintes etapas:

  • avaliação do imóvel;
  • apresentação da documentação;
  • análise de crédito;
  • formalização da transferência do bem.

Fica claro que o período gasto com uma opção e outra é bem diferente, não é mesmo?

4.2. Maior facilidade e comodidade

Essa é uma boa alternativa quando não se tem prática em obras, ou tempo disponível para acompanhar o desenho, o alicerçamento, a construção em si e a execução do acabamento. Tudo isso cercado de muitas idas e vindas em lojas de material de construção e outras de decoração. Fora as reuniões constantes com os profissionais envolvidos, para acertar todos os detalhes — novidades e desafios que surgem a cada dia durante o processo de construção.

Outro fator interessante é que quando se compra um bem pronto, já se sabe o valor dele no mercado. Ou seja, é possível ter certeza sobre o quanto o investimento que está sendo feito pode ser valorizado. E, se forem feitas algumas benfeitorias, a tendência é que o imóvel, no futuro, em algum momento de decisão de venda, valha mais do que o valor que foi pago para sua aquisição.

4.3. Mudança imediata

Provavelmente, a maior vantagem em comprar uma casa pronta é o intervalo para a mudança — que pode ser imediata.

Talvez seja necessário fazer algumas pequenas reformas. Por exemplo: pintar uma parede de outra cor, mudar a posição de saídas de pontos de eletricidade (para comportar os novos eletrodomésticos), trocar a grade ou muro da fachada, entre outros detalhes de acabamento. Mas nada disso se compara ao tempo e dinheiro que são dispendidos quando a opção é construir um imóvel do zero.

4.4. Avaliação simplificada

Quando um projeto de construção é desenhado, a única certeza que se tem é que alguns imprevistos acabarão acontecendo. Isso é inevitável, por mais que se planeje.

Quando a opção é pela compra de algo já pronto, a avaliação de variáveis é muito mais simples. O bem está ali, diante dos olhos do interessado, para que todos os detalhes possam ser vistoriados e os problemas, identificados.

5. Os benefícios de construir a própria casa

Para quem já colocou as contas na ponta do lápis e identificou chances de economizar optando pela construção do imóvel, temos boas notícias. Além da parte financeira, outras vantagens podem tornar essa decisão mais confortável. Acompanhe!

5.1. Economia de dinheiro

Especialistas alegam que construir uma casa tende a ser mais barato que comprar uma pronta. Isso porque é possível escolher materiais com custo-benefício favorável, contratar bons profissionais a preços justos e negociar diretamente com todos os fornecedores envolvidos.

Além disso, é possível gastar bem, ou seja, comprar exatamente o que combina com o gosto e necessidade do proprietário. Diferentemente da compra de um imóvel pronto, em que muitas vezes pagamos por detalhes que não têm utilidade para nós.

5.2. Personalização e atendimento à demanda da família

Nossa casa é nosso refúgio. É nela que vivemos a maior parte do nosso tempo, onde convivemos com pessoas queridas, conversamos sobre o dia a dia e decidimos os rumos da família.

Então, esse cantinho precisa ter nossa cara, atender nossas necessidades e disponibilizar os recursos que precisamos. Quantas crianças moram na casa? Algum dos membros da família precisa de um escritório para estudar ou trabalhar? Área de lazer está nos planos? Todos esses são exemplos de personalização que só quem constrói pode usufruir.

5.3. Garantia da qualidade da estrutura

Quando se pode escolher os profissionais que vão atuar na construção do imóvel e os materiais que serão empregados, as chances de que o produto final tenha qualidade são maiores.

Não é raro ver casos em que compradores de imóveis prontos dão o aceite após a vistoria de um imóvel que acabou de ser construído e, dentro de poucos meses, já acionem a garantia da construtora. Essa dor de cabeça é menos recorrente quando se escolhe construir por conta própria, com participação de bons profissionais, com o uso de bons insumos e com controle permanente da execução da obra.

5.4. Possibilidade de financiamento

Embora o mais comum seja buscar um crédito para aquisição de imóvel pronto, já com habite-se, existe uma modalidade destinada a arcar com as despesas de construção.

Em geral, uma das regras é que o proprietário disponha de parte do dinheiro para iniciar a obra e use o financiamento como complemento para aquisição do material necessário para a continuidade da construção.

Também é exigido que o terreno já tenha sido comprado e esteja com a documentação regularizada. Por fim, é preciso apresentar o projeto completo da casa.

6. Dicas para decidir entre as opções

Algumas questões precisam ser resolvidas antes da decisão sobre construir ou comprar um imóvel pronto. A lista não é exaustiva, e responder essas dúvidas pode ajudar a tomar a decisão mais adequada para cada caso. 

6.1. Se a tendência for por comprar

Nesse caso, avalie os itens a seguir considerando tanto a atual realidade financeira, quanto as possibilidades de ampliar a captação de recursos para dar o passo de adquirir um imóvel.

  • Estabilidade financeira: tenho recursos para comprar à vista ou tenho estabilidade no emprego para assumir prestações em longo prazo?
  • Documentação: atendo aos requisitos de documentos que serão exigidos pelo financiador? O proprietário do imóvel pelo qual me interesso também não tem pendências cadastrais?
  • Crédito disponível: meu salário permitirá uma análise de crédito que libere um recurso suficiente para aquisição do imóvel?
  • Recursos extras: conto com uma reserva interessante de FGTS para amortizar parte do valor do imóvel a ser comprado? Atendo aos requisitos para usufruir desse benefício caso opte pela compra do imóvel já pronto?

6.2. Se a tendência for por construir

Se a opção for construir, é preciso analisar não só o lado financeiro, como também toda a logística envolvida na construção do bem. Isso porque boa parte das tarefas serão delegadas a terceiros, e ainda será necessário averiguar o atendimento a algumas condições ligadas à infraestrutura.

  • Terreno: já tenho um terreno para construir? Quanto vou investir para localizar uma área, pesquisar a infraestrutura disponível na região e analisar questões de segurança e proximidade de serviços básicos? Tenho recursos para comprar um lote ou há alternativas para isso no mercado financeiro?
  • Quesitos legais: além do planejamento da obra, com cronograma de atividades e previsão de gastos, cumpro os requisitos para conseguir o alvará de construção? Tenho toda a documentação do terreno para apresentar aos órgãos competentes?
  • Disponibilidade de tempo: tenho tempo para gerir uma obra? Tenho consciência de que a visão do dono faz toda diferença para a qualidade da obra? Como vou conciliar trabalho, demandas familiares e o andamento da construção?
  • Profissionais: conheço ou tenho referências de profissionais qualificados, que podem ajudar, e não gerar dor de cabeça?
  • Tendências: sei quais são as tendências em construção para aceitar boas sugestões dos engenheiros e arquitetos e negar as ideias que são defasadas ou improdutivas?

Como se vê, saber o que fazer para viabilizar a moradia própria não é tarefa das mais simples. Afinal, existe uma gama de fatores que devem ser observados. Esperamos que este post esteja colaborando para a formação de um painel de quesitos que todos devem verificar antes de iniciar essa gratificante jornada!

7. Formas de economizar ao adquirir o imóvel 

Independentemente da escolha feita para realizar os planos da casa própria, uma variável é comum a todas as alternativas: o dinheiro para bancar a compra ou a construção do imóvel.

Para quem não tem recursos próprios, a saída é contar com instituições que oferecem serviços financeiros para dar o suporte monetário necessário.

O financiamento imobiliário exige que o comprador tenha um percentual de entrada e apresente uma série de documentos próprios (do imóvel e do vendedor). A partir disso, é feita uma análise do crédito que poderá ser disponibilizado ou até negado.

Uma segunda opção é o consórcio, uma modalidade mais barata e menos burocrática para viabilizar a aquisição de terreno para construção ou de um imóvel pronto.

Esse é um sistema que conta com a união de pessoas jurídicas e físicas, que acumulam dinheiro para adquirir bens de forma parcelada e com valores mensais abaixo dos financiamentos tradicionais.

Ao longo do processo, pode haver contemplação do beneficiário, por meio de sorteio, ou ainda ocorrer um lance para que o participante retire uma carta de crédito para comprar o bem de seu interesse.

Entre as vantagens de um consórcio estão:

  • baixo risco;
  • não há incidência de juros embutidos nas parcelas;
  • não é preciso ter valores para entrada;
  • é permitido o parcelamento do valor total do crédito.

Além disso, a carta de crédito dota o comprador de um alto poder de barganha para compra à vista, e permite um melhor planejamento financeiro, por forçar o participante a se disciplinar para guardar e valorizar seu dinheiro.

8. O bom mesmo é ter um imóvel para chamar de seu

Não importa a forma de aquisição, o que vale é conseguir sair do aluguel ou da casa dos pais e começar uma vida plena no imóvel próprio.

Isso conta para recém-casados, famílias já formadas e também para os solteiros convictos. Como dissemos, esse é um sonho comum à grande maioria da população, e as características da economia brasileira acabam reforçando essa necessidade de garantir um patrimônio.

Além de ser um investimento sólido, algumas vantagens conduzem à decisão de ter um imóvel próprio — não importa se será construído com toda calma ou se será comprado pronto (justamente para que a questão seja resolvida sem muitas delongas).

Na verdade, a materialização de conforto, qualidade de vida e segurança para toda família está na conquista de uma casa própria, e esse é um ideal antigo na sociedade brasileira que nunca saiu de moda.

Não à toa que esse é o maior investimento financeiro que uma família pode fazer. E ela o faz com gosto, com a sensação de dever cumprido, com a certeza de que esse passo representa uma evolução para a harmonia e realização tão desejadas.

Para que tudo dê certo, é vital que seja analisada a realidade de cada um, a capacidade de pagamento e o tempo e a paciência disponíveis para conduzir os processos inerentes à construção ou aquisição.

O fato é que investir no mercado imobiliário é uma alternativa realmente interessante para a maioria dos cidadãos, porque a valorização do setor é crescente e os retornos desse sacrifício são relevantes não só em termos financeiros, mas também para a realização pessoal.

A tomada de decisão sobre comprar ou construir é muito individual e precisa ser alinhada com as possibilidades de cada interessado. Avaliar o máximo de variáveis e se atentar para as dicas listadas aqui pode ser um bom ponto de partida para que o melhor cenário se desenhe para aspirantes a proprietário.

Se você considera que este conteúdo pode auxiliar mais pessoas na jornada de realização do sonho da casa própria, compartilhe-o nas redes sociais. Ajude-nos a disseminar boas práticas de economia e valorização do dinheiro suado de cada dia!

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