Confira as melhores práticas para a manutenção preventiva de veículos

Existe uma maneira simples, rápida, prática e barata de manter o seu carro sempre em estado de novo: basta realizar a manutenção preventiva corretamente. Mas, infelizmente, muitas pessoas se esquecem de que o veículo precisa de cuidados básicos para funcionar, acreditando que isso fará com que economizem algum dinheiro.

Mas o efeito é justamente o contrário. Cuidar do carro preventivamente, dando preferência às peças originais, permite que você tenha um pequeno gasto constante, mas programado. Porém, deixá-lo sem manutenção vai fazer com que você enfrente graves problemas mecânicos no futuro, ficando um tempo sem o veículo e tendo que arcar com uma conta salgada na oficina mecânica.

Para ajudar a organizar a agenda de manutenções, preparamos este post com algumas boas práticas para que você mantenha o seu carro sempre como se ele tivesse acabado de sair da concessionária. Aproveite!

1. Sistema de freios

O desgaste do sistema de freios varia muito em função de dois fatores: a topografia da cidade na qual você mora e o seu estilo de dirigir.

Locais com muitas ladeiras íngremes costumam desgastar mais os componentes do que cidades que possuem ruas planas. E, nesse sentido, se você “pega pesado” com os freios, desengrenando o carro constantemente, vai precisar de um maior número de manutenções.

Basicamente, a manutenção do sistema de freios gira em torno das pastilhas, que precisam ser trocadas quando acabam. Feitas de material abrasivo, elas formam uma pinça ao redor do disco de freio quando você pisa no pedal, reduzindo a velocidade do carro.

Se demorar muito para trocá-las, o disco de freio pode sofrer desgaste devido ao atrito do ferro com ferro. Portanto, assim que começar a ouvir um “assobio” agudo, quando pisar no pedal, providencie a manutenção.

Fique atento, também, ao nível do fluido do sistema. Se o pedal estiver muito baixo, é sinal de que pode haver algum vazamento.

2. Óleo e filtros

A troca do óleo do motor deve ser feita a cada 5 mil km rodados ou a cada seis meses, o que ocorrer primeiro. Sempre que realizar a substituição do lubrificante, é preciso trocar também o filtro de óleo, que acumula impurezas que circulam por dentro do motor.

Caso deixe o óleo por mais tempo, ele pode começar a engrossar e perder as propriedades que minimizam o atrito entre as peças. Com isso, a movimentação dos componentes internos fica cada vez mais difícil, e o motor pode fundir, causando um enorme prejuízo.

Também é importante aproveitar esse momento para verificar o estado do filtro de ar, responsável por reter impurezas que vêm da própria atmosfera quando o motor aspira o ar externo para misturar com o combustível. A troca desse item deve ocorrer a cada 10 mil km.

3. Sistema de arrefecimento

O sistema de arrefecimento é responsável por refrigerar o motor, que trabalha em altas temperaturas. Um erro comum na manutenção desse componente é utilizar água no reservatório. O grande problema é que a água pode causar ferrugem nas partes internas do propulsor, trazendo prejuízos a longo prazo.

Além disso, o líquido apropriado (geralmente na coloração rosa) suporta melhor as altas temperaturas, sendo mais eficaz na refrigeração do motor.

Geralmente não há consumo desse líquido, mas pode ser necessário completá-lo de vez em quando devido à evaporação. Caso o nível baixe muito rapidamente, é sinal de que há algum vazamento no sistema.

4. Combustível

Pode parecer que não, mas o combustível também é parte integrante da manutenção preventiva do seu carro. Se você utilizar gasolina ou etanol de baixa qualidade, o líquido pode comprometer diversas partes do motor, inclusive entupindo bicos injetores e corroendo a parede do tanque.

A dica é abastecer sempre nos mesmos postos, certificando-se de que os estabelecimentos escolhidos possuem boa reputação. Como saber isso? É só desconfiar de alguns sinais: preços baixos demais, estabelecimento em mau estado de conservação, ausência de bandeira etc.

Também é importante que, a cada 15 mil km, você troque o filtro de combustível, responsável por reter as impurezas que podem causar problemas ao motor.

5. Alinhamento e balanceamento

O mau estado de conservação das ruas e estradas brasileiras torna difícil a missão de manter o alinhamento e o balanceamento em dia. O indicado é realizar os serviços a cada 10 mil km, mas nem sempre isso é possível, pois as irregularidades do asfalto podem abreviar o prazo.

Para saber se seu carro precisa de manutenção nessa área, leve-o até uma rua plana e de pouco movimento. Acelere até atingir os 60 km/h e verifique o comportamento. Se a direção estiver puxando para um dos lados, significa que o veículo precisa de alinhamento. Se houver excesso de trepidação, é porque está na hora de balancear.

6. Suspensão

Pelos mesmos motivos do alinhamento e do balanceamento, é bom estar sempre de olho na suspensão do carro. Molas e amortecedores costumam sofrer bastante com os buracos e irregularidades do asfalto, e a manutenção desses itens é fundamental para a sua segurança.

Para saber se os amortecedores estão em ordem, apoie as duas mãos no capô do carro e force para baixo. Depois solte e veja o comportamento do carro. Se ele ficar balançando como um colchão d’água, é sinal de que os amortecedores já perderam a eficiência.

Além do perigo de perder o controle do carro, você corre o risco de acelerar o desgaste dos pneus e do restante do sistema de suspensão do veículo.

7. Pneus

Bem cuidado, um jogo de pneus pode durar até 50 mil km. Para isso, é preciso que você o calibre toda semana com a pressão indicada pelo fabricante, tomando o cuidado de aumentá-la em um ou dois décimos, caso vá carregar muita bagagem.

Além disso, faz parte da manutenção realizar o rodízio regular, que faz com que o desgaste da borracha se dê por igual.

Para saber se está na hora de trocar o pneu, basta ficar de olho no TWI (Tread Wear Indicator). São pequenas borrachinhas que ficam entre as ranhuras do pneu. Se elas ficarem no mesmo nível dos sulcos, significa que é hora de substituir o composto.

Viu só como a manutenção preventiva é fácil de ser feita? E ela é muito importante para o seu carro! Se quiser saber mais sobre este e outros assuntos relacionados, assine a nossa newsletter e receba conteúdos exclusivos diretamente no seu e-mail!

 

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