Consórcio ou poupança: qual é a melhor opção para você?

Quando chega a hora de investir seu dinheiro, você tem dúvidas sobre se é melhor escolher o consórcio ou a poupança? Essa é uma situação comum. Afinal, as duas modalidades são bastante tradicionais e têm um grande número de adeptos.

Nessa batalha, tomar a melhor decisão implica conhecer bem o funcionamento do consórcio e da poupança, entender suas particularidades e, claro, considerar as suas expectativas. Somente depois de analisar as diferentes variáveis é possível chegar ao melhor resultado.

É por isso que, neste post, vamos apresentar os prós e os contras de cada modalidade para você fazer uma escolha inteligente. Então, que tal saber mais?

Como funciona o consórcio?

O consórcio é uma modalidade de aquisição de bens baseada na economia colaborativa. A ideia é reunir pessoas com interesses comuns em torno de uma administradora, responsável por apresentar as diferentes opções de grupos existentes. Escolhido o grupo, cada consorciado compra uma cota e começa a participar. Ele tem direito a um sorteio mensal, pelo menos, e a fazer um lance para antecipar sua contemplação.

Ao ter a carta de crédito escolhida em sorteio ou lance, você já pode escolher o bem desejado. A compra é feita como no modelo à vista, já que a administradora repassa o valor ao vendedor. Cabe ao consorciado continuar o pagamento das parcelas, caso elas ainda não tenham terminado.

Os valores pagos são depositados em um fundo comum. Essa reserva é o que vai custear o uso da carta de crédito, conforme os lances e os sorteios ocorrerem. Os consorciados podem escolher qualquer bem que faça parte do grupo da carta de crédito — por exemplo, se for um automóvel, pode ser um carro novo, usado, de qualquer marca etc.

Por todos esses motivos, o sistema de consórcios fechou o mês de outubro de 2019 com 2,38 milhões de novas cotas comercializadas — um recorde. O crescimento foi de 12,8% no acumulado do ano.

Como funciona a poupança?

A poupança, por sua vez, é uma conta bancária específica que permite depositar dinheiro e receber uma remuneração sobre o valor aplicado. Não existe quantia mínima de aplicação e o rendimento varia conforme a Selic, a taxa básica de juros da economia.

Quando o índice estiver acima de 8,5% ao ano, o retorno será de 0,5% ao mês mais a taxa referencial (TR), que fica próximo a zero. Caso a Selic esteja abaixo de 8,5% ou igual a esse percentual, a remuneração será de 70% da taxa básica de juros mais a TR.

Em 2019, a Selic está em 5% e a expectativa para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, no dia 11 de dezembro é mais um corte na taxa. A previsão é que ela fique em 4,5%. O mesmo patamar deve se manter em 2020.

Por que isso é importante para você? Porque quanto menor for a Selic, menos a poupança rende. Para você ter uma ideia, no patamar de 5% ao ano, o rendimento é de apenas 0,4% ao mês. Isso significa que, se você investisse R$ 1 mil de uma só vez e não fizesse novas aplicações em um ano, os juros pagos seriam de apenas R$ 50.

Na prática, você não tem ganho real, ou seja, o rendimento fica abaixo da inflação. Por isso, é considerado que a poupança tem um rendimento negativo no patamar atual.

Consórcio ou poupança: como escolher o melhor?

A melhor forma de tomar essa decisão é avaliar alguns aspectos importantes que envolvem o funcionamento dessas duas modalidades. A seguir, veja quais são eles para fazer uma comparação mais adequada:

Rentabilidade

O retorno da poupança, como já apresentamos, é bastante baixo e você pode até perder dinheiro, se descontar a inflação. No patamar da Selic a 5% ao ano, você pode investir R$ 1.000 e, depois de 12 meses, sacar R$ 998, se desconsiderar o índice inflacionário.

Outro ponto negativo da poupança é que o rendimento ocorre somente na data de aniversário, sem haver pagamentos proporcionais. Por exemplo: se você aplicar a quantia no dia 3 de dezembro, só terá retorno em 3 de janeiro, 3 de fevereiro e assim por diante. Se fizer o saque do valor entre essas datas, perderá os dias de proporcionalidade.

Por outro lado, o consórcio não tem rentabilidade propriamente dita, mas garante seu poder de compra. A cota comprada sofre reajuste de acordo com os termos do contrato.

Em outras palavras, a inflação é coberta e, ao ser contemplado e usar sua carta de crédito, você assegura a compra do bem pelo valor correto, sem sofrer nenhum tipo de depreciação nos valores.

Liquidez

A poupança tem liquidez diária, ou seja, você pode sacar o valor aplicado no momento que quiser. Apesar de parecer uma vantagem, essa característica pode fazer você resgatar a quantia por motivos triviais. Desse modo, você deixa de reunir o valor necessário para comprar o bem desejado.

O consórcio tem baixa liquidez. Para usar a carta de crédito, você precisa esperar a contemplação. Caso tenha alguma dificuldade financeira, pode desistir do grupo e receber a quantia investida somente ao final ou se o número da sua cota for sorteado.

Apesar de parecer ruim, essa é uma boa alternativa, porque você mantém o seu dinheiro investido e assume um compromisso financeiro de verdade. Desse modo, concretiza seu sonho, em vez de postergar o projeto sempre.

Disciplina

O investimento do dinheiro na poupança precisa ser regular para aumentar o retorno no longo prazo. Ainda assim, o rendimento vai ser baixo e isso pode desanimar e acabar com a sua disciplina. Sem contar que é muito difícil aplicar um valor, em vez de gastá-lo com algum passeio, uma compra etc.

Com o consórcio, existe um compromisso fechado. As parcelas precisam ser pagas na data, porque elas funcionam como uma conta de luz, aluguel etc. Além disso, a inadimplência pode fazer você perder o direito à contemplação, caso seja sorteado ou participe de um lance. Esse é mais um motivo para manter a disciplina de quitar as prestações.

Taxas

A poupança não cobra taxas, exceto se o rendimento mensal ficar acima de R$ 250 — isso exige um valor aplicado de aproximadamente R$ 50 mil. Por outro lado, tem o baixo rendimento e a ausência de pagamentos proporcionais, em caso de saque antecipado.

Quanto custa o consórcio? Ele sofre incidência de uma taxa administrativa e também pode haver outros encargos, a depender do que está descrito em contrato. Apesar disso, o valor pago a mais compensa pela valorização do bem, que garante seu poder de compra.

Agora que você já sabe a diferença entre as duas modalidades, saiba que a escolha entre consórcio ou financiamento segue a mesma prerrogativa. A diferença é que, no financiamento, você paga taxa de juros e não há rentabilidade.

Por isso, ao avaliar todos os aspectos, fica claro que, entre consórcio e poupança, o primeiro é a melhor opção. Isso porque, com o mesmo tempo de aplicação, a poupança não renderia o suficiente para adquirir o bem desejado. O consórcio, por outro lado, permite construir o seu patrimônio e ter mais qualidade de vida no futuro.

Depois de ver todas as vantagens do consórcio, achou a ideia atrativa? Então confira, em seguida, 7 motivos que vão ajudá-lo a tomar essa decisão!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *