Finanças do casal: 8 dicas para organizar a vida a dois

A vida a dois nem sempre é simples. Muitas vezes, o casal precisa de doses extras de paciência e diálogo para manter uma relação saudável. Afinal, trata-se de duas pessoas diferentes que passam a compartilhar a casa, a rotina, as tarefas e, claro, o dinheiro! Por isso, dicas para organizar a vida em casa são sempre bem-vindas, não é?

As finanças do casal podem ser um dos pontos mais delicados em um relacionamento. Se organizar as contas individuais já é difícil, depois do casamento fica tudo mais complexo. Para manter a união e evitar conflitos, é importante saber dividir as contas e definir regras claras para os dois. Quer saber como fazer isso? Acompanhe nosso post!

1. Conheçam a forma como o outro lida com as finanças

Um dos maiores erros em qualquer relacionamento é a falta de diálogo. Muitas vezes, o casal evita discutir determinados assuntos para não gerar conflitos — mas essa não é a melhor escolha, principalmente quando se trata da realidade financeira dos dois.

É normal que cada um tenha uma maneira particular de lidar com o seu dinheiro, já que são pessoas com histórias de vida e aprendizados financeiros diferentes. Mas essa é uma rica oportunidade para ambos conhecerem as vantagens e desvantagens do planejamento financeiro do outro e trocarem conhecimento.

Se um dos dois é mais descontrolado e costuma fazer compras por impulso, por exemplo, isso não é motivo para deixarem de falar sobre o assunto por medo de conflitos. Ao começar uma vida de casados, é importante que ambos estejam comprometidos em fazer tudo dar certo. Para isso, o diálogo e a organização são fundamentais!

2. Sempre conversem sobre dinheiro

Continuando a dica anterior, lembre-se: a primeira atitude para planejar a vida financeira do casal é estabelecer um diálogo transparente sobre a realidade de cada um. É preciso falar sobre contas fixas, dívidas, padrões de consumo, rendas e reservas financeiras que os dois tenham. Assim, será possível fazer um planejamento a partir das particularidades e dos pontos em comum.

Esconder dívidas, compras ou até mesmo economias do cônjuge é algo muito sério em um casamento. É preciso ter transparência, tanto para as contas comuns quanto para os gastos individuais. Por isso, o ideal é sempre conversar sobre o assunto e rever as regras, se for preciso, para que os dois se sintam à vontade na relação.

Sendo assim, a relação de vocês com o dinheiro não deve se limitar às primeiras conversas. É importante que o casal também tenha afinidade nessa área. Para isso, procurem falar sobre o assunto com naturalidade e marquem momentos para analisar contas, rever planos e refletir sobre as finanças.

3. Mantenham os gastos pessoais separados

Quando duas pessoas decidem se casar, uma das principais dúvidas sobre finanças é se as contas podem ficar separadas ou devem ser consideradas uma renda só. Cada casal decide o que fica melhor na sua realidade, mas a opção mais confortável costuma ser a de compartilhar contas comuns e manter os gastos pessoais separados.

Essa é uma forma de manter o equilíbrio, dividindo a renda que é comum e a que é particular. Assim, é possível pagar todas as contas e ter uma reserva compartilhada, sem comprometer a liberdade que cada um tem para gastar o próprio dinheiro. Com isso, não é preciso discutir por cada pequena compra feita de forma individual.

A transparência no diálogo não deve significar perda da individualidade. É possível que determinados gastos que uma pessoa considera importantes sejam supérfluos para a outra, mas eles precisam ser respeitados. Por isso, o ideal é que cada um tenha um valor do próprio salário para ser gasto como preferir.

4. Compartilhem as despesas de forma proporcional à renda de cada um

Diante da dica anterior, alguns casais podem ter dúvidas sobre como separar os gastos se ambos ganham salários diferentes. Para que ninguém fique sobrecarregado com as contas de casa e tenha menos dinheiro para os custos e sonhos pessoais, o ideal é fazer uma divisão proporcional ao ganho.

Dividir as contas por igual não é a melhor maneira de organizar o orçamento doméstico, a menos que o salário do casal seja exatamente o mesmo. Se os dois têm rendas diferentes, as despesas devem ser pagas de forma proporcional ao que cada um recebe. Essa é a maneira mais justa de definir as finanças em casa.

A lógica é simples: para manter a harmonia, é essencial respeitar as diferenças. Se os salários não são iguais, os dois não têm a mesma capacidade para pagar despesas, poupar e garantir seus gastos individuais. Por isso, no momento de organizar as contas, o que deve ser considerado não são os valores isolados, mas a proporção entre o salário e a contribuição.

5. Façam o controle da saúde financeira

Entre as nossas dicas para organizar a vida a dois, manter a situação controlada é uma das principais. Saber para onde o dinheiro está indo é a regra básica de qualquer planejamento financeiro. Por isso, organizar todos os gastos e reservas é fundamental para garantir um relacionamento saudável do casal em si e dele com as finanças.

Fazer isso não é tão difícil. Comecem listando todas as contas e despesas da casa. Dessa forma, vocês podem identificar dificuldades e propor mudanças no consumo. Esse hábito pode demandar esforço no começo, mas logo se torna natural — após algumas semanas de insistência, fica mais fácil manter o compromisso.

Resistam à tentação de usar essas anotações para controlar um ao outro. A ideia não é gerar discussões, mas permitir uma melhor avaliação financeira. Ao registrar seus gastos por um ou dois meses, vocês terão uma visão ampla do padrão no qual estão vivendo e, então, poderão pensar em mudanças e adequações.

6. Reconheçam a importância de gerir suas finanças

É essencial que o casal entenda que não são apenas os endividados que precisam economizar. Na verdade, a economia é um comportamento de prevenção. Quem gasta tudo o que ganha fica mais vulnerável em emergências. Por isso, mesmo os casais que vivem confortavelmente com a sua renda precisam cortar gastos e garantir reservas de dinheiro.

Saibam que também é possível economizar ganhando pouco. Muitas pessoas perdem oportunidades porque ficam esperando o salário aumentar para só então começar a poupar e fazer planos para o futuro. Entretanto, quem começa antes, mesmo com pouco dinheiro, já está um passo à frente na construção da independência financeira.

7. Coloquem em prática dicas de economia

Conhecendo e analisando os registros financeiros de vocês, é possível identificar os gastos e economizar. Controlar o uso do cartão de crédito, por exemplo, é uma das estratégias mais úteis para que o dinheiro renda mais. Anotando todas as compras e parcelas, vocês podem ficar de olho nas faturas do cartão.

Veja outras economias simples que podem fazer muita diferença na vida de vocês:

  • pedir descontos em serviços mensais, como os planos de celular;
  • trocar o plano de internet ou televisão para uma opção mais barata;
  • solicitar isenção das cestas bancárias e das anuidades de cartão de crédito;
  • fazer refeições em casa ou levar marmitas para o trabalho;
  • substituir algumas idas a bares ou restaurantes por uma noite com os amigos em casa;
  • procurar programas gratuitos ou mais baratos para o lazer;
  • sempre fazer uma pesquisa de preços dos produtos que precisam ser comprados;
  • aproveitar descontos para pagamentos à vista.

8. Estipulem metas para gastos e reservas

Nem sempre é simples conseguir economizar. Também não é saudável viver em constante estado de economia, não se permitindo manter os custos que garantem a qualidade de vida — como alguns jantares em bons restaurantes ou a assinatura de TV a cabo. As dicas para organizar a vida do casal sempre devem partir do equilíbrio.

Para enfrentar esse desafio, uma atitude interessante é estipular algumas metas para o dinheiro de vocês. Depois de identificar o padrão de consumo do casal (a partir dos registros mensais), vocês terão condições de analisar o que é importante e o que pode ser cortado ou minimizado.

Se idas ao salão de beleza ou à barbearia são fundamentais, por exemplo, o valor a ser gasto nessa categoria deve estar especificado no planejamento mensal. Da mesma forma, quando o assunto for lazer, estabeleçam uma média de dinheiro a ser gasto com as saídas no mês. Assim, vocês não deixam de se divertir, mas mantêm a economia.

É claro que o primeiro passo é separar os valores para o pagamento das contas, assim como as metas das reservas financeiras. Com o valor que restar, vocês distribuem o que pode ser gasto com lazer e consumo individual. Para fazer esse controle financeiro, alguns aplicativos podem ser muito úteis.

9. Tenham uma reserva de emergência

Algo que não pode faltar em nenhum planejamento financeiro é a reserva de emergência. Sempre estamos vulneráveis a gastos inesperados, seja para resolver um problema de saúde, ajudar um familiar ou pagar um imprevisto com o carro, por exemplo.

Por isso, uma parcela da renda mensal deve ser separada com o objetivo de resguardar o casal desses imprevistos. Essa prática possibilita maior segurança para vocês, evitando grandes apertos financeiros.

Muitas vezes, as pessoas precisam pedir empréstimos e se endividar para lidar com gastos que não estavam previstos. Isso pode desestabilizar todo o orçamento de uma família por meses ou até anos, dependendo do tamanho do custo. Portanto, ter dinheiro guardado ajuda a manter a estabilidade mesmo em épocas críticas.

Embora a poupança seja muito usada para reservas financeiras, ela não é a única opção. Há alguns investimentos de baixo custo que vocês podem usar para organizar as finanças. O consórcio é uma boa alternativa para quem está começando a juntar dinheiro e precisa de ajuda para ter disciplina.

10. Façam planos para curto, médio e longo prazo

Além das contas fixas e dos gastos principais, o casal precisa incluir os objetivos para o futuro no planejamento financeiro. Se vocês têm interesse em realizar uma viagem anualmente, por exemplo, ela deve ser planejada ao longo dos 12 meses. Se ter um bebê está nos planos, também é preciso se preparar financeiramente.

Reservar um valor mensal para os sonhos proporciona melhor organização e evita que vocês sobrecarreguem o orçamento em algum período. Além dos objetivos para curto prazo, existem também outros planos, como trocar o carro, comprar um imóvel, ter uma boa aposentadoria etc.

Por mais que alguns estejam longe de se realizar, é importante planejar o futuro e montar reservas para custear esses planos. De pouco em pouco, é possível se preparar para todos eles. Vocês podem separar 100 reais por mês para uma viagem e mais 200 reais para um novo carro, por exemplo.

11. Acumulem patrimônio

Adquirir bens duráveis é uma ótima maneira de consolidar as finanças do casal. Afinal, é mais interessante comprar um carro ou um imóvel, por exemplo, em vez de gastar o dinheiro apenas em experiências passageiras ou produtos de baixa durabilidade.

Assim, vocês precisam pensar na construção do patrimônio familiar. Esses bens podem, em algum momento, até mesmo garantir fontes de renda. É o caso de quem utiliza o veículo para trabalhar ou recebe rendimentos com o aluguel de uma casa.

Mas atenção: não vale a pena desorganizar as finanças ou pagar altas taxas de juros para aumentar o patrimônio. Se for feito sem planejamento, os efeitos são mais negativos do que positivos. Por isso, a orientação é realizar essas compras de forma planejada.

Nesse sentido, o consórcio é a melhor opção. Ele é uma modalidade de economia colaborativa em que vocês pagam um produto de forma parcelada, mas sem a incidência de juros. Há diversas opções de cartas de crédito, e vocês podem escolher uma que caiba no orçamento sem comprometer os demais gastos e reservas.

Com transparência e diálogo, o casal consegue ordenar suas contas e crescer financeiramente. Essas dicas para organizar a vida a dois vão ser muito úteis para que vocês reavaliem caminhos e construam novas estratégias. Ao estudar com atenção as rendas e as despesas, é possível definir metas de economia e garantir um planejamento saudável das finanças em casa.

E então, nossas orientações foram úteis para vocês? Estão animados para iniciar um ciclo de mais organização financeira? Aproveitem para saber como o consórcio pode ajudar nesse objetivo. Leiam nosso artigo e esclareçam as 9 dúvidas mais comuns sobre esse serviço!

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