Investir com pouco dinheiro: quais são as opções e como começar?

Você acha que para fazer uma aplicação financeira precisa ter uma boa quantia guardada? Saiba que esse é um mito que precisa cair por terra. Afinal, é possível investir com pouco dinheiro e, aos poucos, construir seu patrimônio.

Existem diferentes modalidades que podem ser escolhidas. Tudo vai depender do que você deseja e dos objetivos que pretende conquistar. A partir disso, você pode escolher qual caminho seguir e a maneira mais fácil de ter sucesso na sua empreitada.

Para ajudá-lo, neste post vamos mostrar como você pode apostar em investimentos mesmo tendo pouco dinheiro, por onde começar e as opções de aplicação mais adequadas. 

Então, que tal se aprofundar nesse assunto? É só continuar lendo!

Afinal, é possível investir com pouco dinheiro?

A resposta é sim. A lenda diz que é necessário ter uma reserva financeira considerável, mas acredite: tudo é apenas uma desculpa para evitar que você se comprometa e busque a responsabilidade de construir seu próprio futuro. 

Por exemplo: você sabia que pode aplicar em títulos públicos a partir de R$ 30? Ou que algumas ações custam menos que R$ 1? Pode até ser difícil encontrar essas alternativas, mas elas evidenciam que você tem toda a possibilidade de empregar seu dinheiro em um investimento.

Agora, é evidente que ter uma quantia maior ajuda a selecionar opções melhores e que podem render mais. Você fica menos limitado e tem a chance de procurar diferentes alternativas.

Para chegar a esse patamar, é necessário ter um bom planejamento financeiro, como veremos em seguida. Além disso, a disciplina é fundamental. Por isso, o primeiro passo é pensar quais são seus objetivos financeiros. Por exemplo: ter uma aposentadoria tranquila, parar de trabalhar cedo, pagar a faculdade dos filhos, trocar de carro, comprar imóveis etc.

A partir disso, você tem uma meta a seguir, o que ajuda a manter o foco e economizar dinheiro todos os meses. Com isso, essa prática começa a ser incorporada no seu dia a dia e, aos poucos, torna-se algo normal.

Outra questão que deve ser considerada é a necessidade de começar a investir o dinheiro o quanto antes. Afinal, quanto mais tempo ele ficar aplicado, maior é a sua chance de retorno e mais facilmente você constrói seu patrimônio. 

No primeiro momento, o ideal é apostar em modalidades de baixo risco. Assim, você garante que terá um rendimento em curto, médio ou longo prazo, mesmo que demore para alcançar o que deseja. Dessa forma, você evita perdas do dia para a noite e assegura a multiplicação do valor com o passar do tempo.

Ao mesmo tempo, garante sua estabilidade financeira e tem um dinheiro acessível sempre que precisar utilizá-lo. Em outras palavras, você fica resguardado em caso de imprevistos e ainda consegue alcançar seus objetivos e metas, transformando os sonhos em realidade. 

Tudo que você deseja, não é mesmo? Porém, uma nova pergunta vem à tona depois de confirmar a capacidade de aplicar uma quantia pequena de dinheiro. É essa que vamos responder agora:

Por onde começar para ter sucesso?

Esse é um questionamento fácil de responder, apesar de ser um tanto complexo devido à grande quantidade de variáveis envolvidas. Para mostrar o segredo que o levará ao êxito, listamos a seguir as principais atitudes que devem ser tomadas para você chegar aonde espera:

1. Estruture um planejamento financeiro pessoal

Esse é o instrumento que permitirá analisar todas as suas finanças, verificar o que é essencial e supérfluo, e determinar as ações que devem ser tomadas para guardar o máximo de dinheiro possível.

Nesse momento, a primeira etapa é entender suas finanças, ou seja, quanto ganha e gasta. Para isso, é preciso acompanhar a movimentação da sua conta-corrente e, de preferência, fazer uma planilha ou usar um aplicativo financeiro para gerenciar suas despesas e receitas.

Anote todos os gastos e classifique-os em fixos e variáveis. Os primeiros são aqueles que precisam ser pagos todos os meses, independentemente do seu consumo. Encaixam-se nesse quesito o aluguel ou a prestação de um bem, mensalidade da academia, pagamento da diarista etc. Já os segundos variam conforme o seu consumo. É o caso de alimentação, roupas, salão de beleza, gastos com farmácia, entre outros.

Você deve trabalhar para diminuir essa segunda categoria de despesas, já que elas podem impactar significativamente o seu orçamento. Ao anotar os gastos, pode verificar, por exemplo, que 1/3 deles é relativo a consumos supérfluos, que podem ser reduzidos ou eliminados.

Com essa definição, é possível estabelecer limites e gerir melhor seu dinheiro. Ao mesmo tempo, pode determinar um valor fixo para investimento a partir do dinheiro que sobra do orçamento realizado. Essa quantia deve ser encarada como uma despesa fixa, que não pode ser diminuída ou ignorada.

O percentual economizado deve variar entre 10% e 30% da sua renda. No entanto, se você tem dívidas ou está com a renda apertada, o ideal é guardar o mínimo que seja, por exemplo, R$ 50. Com o tempo, você se acostumará e poderá aumentar o montante reservado mensalmente.

Perceba que o orçamento é o planejamento financeiro, que significa a definição de quanto e como seu dinheiro será utilizado com o passar dos dias. Uma dica para ajudar nesse plano é separar o valor para o pagamento de contas e investimento e dividir o restante entre as semanas para saber o máximo que pode desembolsar em cada intervalo desse.

Fique tranquilo, porque no começo é normal extrapolar e perder o autocontrole. No entanto, é necessário sempre voltar ao plano original e tentar compensar o extra que foi gasto. 

2. Crie um plano de economia progressiva

A ideia aqui é garantir que você conseguirá poupar cada vez mais. A partir do planejamento financeiro indicado anteriormente e da descrição de receitas e despesas mensais em uma planilha ou aplicativo, você consegue verificar o que pode ser cortado ou reduzido para deixar uma quantia maior disponível para aplicação.

Confira agora algumas dicas que ajudam a controlar o seu orçamento pessoal e colocar suas finanças em ordem:

2.1. Acabe com as dívidas

O seu endividamento precisa ser eliminado o quanto antes, porque não faz sentido economizar e continuar pagando altas taxas de juros. O indicado é analisar todas as dívidas que possui e tentar renegociá-las com o credor.

Em alguns casos (por exemplo: nos débitos com cheque especial e cartão de crédito), vale a pena considerar substituir as contas por um empréstimo que cobre um percentual extra menor, como é o caso do consignado. De toda forma, o melhor é executar o passo anterior e pagar as dívidas o mais rapidamente possível.

2.2. Cuide com os gastos com alimentação

Uma boa parte do seu dinheiro pode ser destinada a essa categoria, que precisa ser sempre revista. Em relação à alimentação fora de casa, o ideal é evitar, limitando as saídas a uma vez por semana, por exemplo. Assim, você mantém o conforto sem gastar demais.

Sobre o supermercado, existem várias dicas que ajudam. A principal é elaborar uma lista de todos os itens necessários e se ater a ela. Desse modo, gastos desnecessários são evitados. Além disso, é fundamental fazer uma pesquisa de preços e comprar nos dias que oferecem mais economia. Por exemplo: na quinta da feira é ótimo comprar hortifruti.

Por fim, evite comparecer ao supermercado com fome. É natural que haja uma tendência maior de comprar supérfluos quando você está nessa situação — e isso é muito ruim para as suas finanças.

2.3. Evite as compras por impulso

O seu orçamento pode ser altamente comprometido com essa atitude. O ideal é nunca comprar por impulso. Como fazer isso? Pare e pense. Se necessário, deixe para comprar o item um ou dois dias depois para poder analisar se ele é realmente útil.

Outro cuidado necessário é com as promoções. Quando você compra porque está barato, adquire produtos supérfluos e que talvez você nem utilize.

2.4. Tente diminuir a conta de energia elétrica

Essa despesa pode ser significativamente reduzida com atitudes simples. Confira algumas sugestões:

  • use a iluminação natural e acenda as lâmpadas somente à noite. Aproveite e adote as fluorescentes, que diminuem o gasto com energia e têm maior durabilidade;
  • deixe freezers e geladeiras desencostados de móveis e paredes, longe de fontes de calor e em local arejado. Evite abrir e fechar o tempo todo, descongele periodicamente (os modelos que exigem essa atitude) e ajuste o termostato no inverno e no verão para evitar o trabalho exagerado do equipamento, que implica mais gastos;
  • passe as roupas de uma vez e evite ligar o ferro frequentemente;
  • tome banhos rápidos;
  • desligue a TV quando ninguém estiver assistindo. Se gostar de dormir com o aparelho ligado, programe o timer para evitar despesas desnecessárias;
  • lave as roupas com a capacidade máxima da máquina, mas sem sobrecarregar o equipamento. Deixe os filtros limpos e use a quantidade indicada de sabão e amaciante.

2.5. Cuide com as despesas de aluguel/parcelamento do imóvel e condomínio

Essas duas contas não devem ultrapassar 1/3 do orçamento. Priorize o pagamento dessas dívidas para evitar juros e multas. Além disso, o condomínio geralmente oferece um desconto significativo para quem quita a fatura até a data de vencimento. Lembre-se ainda de considerar o IPTU.

2.6. Atente às despesas eventuais

O orçamento deve considerar um valor para gastos extras, que não estão contemplados em outras categorias. É o caso de precisar comprar um presente, pagar o conserto de um eletrodoméstico ou fazer um passeio extra com os amigos. Analise também despesas sazonais, por exemplo, datas comemorativas, volta às aulas etc. Esse montante pode ser bastante significativo.

3. Não se esqueça da reserva de emergência

Essa quantia também é chamada de reserva financeira ou colchão de liquidez e tem como finalidade a economia de um valor específico que pode ser sacado imediatamente, se necessário. O ideal é separar entre 3 e 12 vezes as suas despesas médias por mês.

Então, se você tem gastos de aproximadamente R$ 4.000 mensalmente, deve reservar entre R$ 12.000 e R$ 48.000 em um investimento de alta liquidez, como a poupança. É só depois dessa quantia que você começa a pensar em outras formas de aplicação, que podem trazer um retorno maior e têm uma duração mais longa.

4. Pense em investimentos de longo prazo e baixo risco

A união dessas duas variáveis é a ideal para formar um patrimônio sólido e consistente com o passar do tempo. Perceba que quanto mais tempo seu dinheiro ficar aplicado, maior é o retorno que você terá. Fora esse aspecto, o baixo risco é essencial para assegurar que você terá o seu rendimento. 

Existem várias opções de investimentos de longo prazo e baixo risco. A seguir, vamos apresentar as alternativas mais indicadas para quem quer atingir esse objetivo.

Quais são as opções mais adequadas?

A atitude de começar a investir, mesmo com pouco dinheiro, leva a esse momento. No mercado, existem diferentes possibilidades que podem ser selecionadas. No entanto, existem 3 mais recomendadas para quem quer ter sucesso e multiplicar o seu dinheiro.

Confira quais são elas em seguida:

1.Consórcio de bens duráveis

Essa modalidade está em alta atualmente devido à crise política e econômica pela qual o Brasil passa. Conforme dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) sobre agosto de 2017, o volume de negócios nesse segmento extrapolou R$ 63 bilhões, o que representou um aumento de 26,2% em comparação com 2016. O número de adesões também foi ultrapassado em 1,5 milhão desde janeiro de 2017.

Essa informação é justificada pelo fato de o consórcio ser uma maneira de garantir a compra do seu bem durável (especialmente automóvel e imóvel) sem precisar pagar altas taxas de juros. Ele funciona da seguinte forma: mensalmente, você paga uma parcela fixa. Esse dinheiro é encaminhado para um fundo comum, mas bem organizado.

Com isso, assim que você for contemplado, recebe a sua carta de crédito, que dá o direito de adquirir o bem desejado à vista, aumentando seu poder de compra e de negociação. Esse processo ocorre por meio de sorteio ou lance. No primeiro caso, a participação é automática (basta pagar as parcelas em dia). No segundo, você oferece um valor específico que, se for o mais elevado, é escolhido.

Depois da contemplação, o consorciado continua pagando o valor mensal normalmente até quitar o bem. Porém, talvez esteja pensando quais são os benefícios de optar por essa modalidade. Confira 7 vantagens:

1.1. Ausência de entrada

Ao contrário de um financiamento imobiliário ou de automóvel, o consórcio não exige o pagamento de entrada. Esse valor pode ser guardado em outro investimento ou servir como lance para antecipar a sua contemplação.

1.2. Acessibilidade das taxas

O consórcio não possui a aplicação de taxas de juros. O que incide é o encargo relativo à administração do grupo, que é muito menor que os tributos de um financiamento. Esse benefício é conquistado porque é o próprio dinheiro dos participantes que viabiliza as contemplações. Isso ocorre de maneira cíclica e é diluída ao longo do período de pagamento.

1.3. Melhoria da educação financeira

A opção pelo consórcio o obriga a ser financeiramente disciplinado, porque é um valor mensal que obrigatoriamente precisa ser pago. Ou seja, não há possibilidade de você empregar essa quantia em alguma despesa supérflua.

1.4. Garantia do poder de compra

O valor relativo à carta de crédito é atualizado conforme o preço do bem sofre alterações. O reajuste é anual e tem como objetivo manter o seu poder de compra para que, quando for adquirir o item, possa escolher um que seja condizente com as suas necessidades e desejo.

1.5. Possibilidade de fazer lances

Essa alternativa é muito interessante, porque permite que o seu bem seja adquirido antes do prazo. Na prática, você deixa de contar exclusivamente com a sorte e age diretamente na conquista da sua carta de crédito. Uma dica é consultar as estatísticas de lances anteriormente ofertados. Outra possibilidade é evitar o final de ano, em que muitas pessoas reúnem o 13º salário, férias etc. para adotar essa atitude.

1.6. Redução da burocracia

A compra pelo consórcio é como se fosse à vista, o que diminui a exigência de documentos e procedimentos durante a negociação. Basta informar a administradora e boa parte do seu problema estará resolvido.

1.7. Possibilidade de uso do FGTS

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS pode ser adotado para liquidar ou amortizar o saldo devedor do consórcio, o pagamento de parcelas, fazer a oferta de lances e até complementar o valor da carta de crédito (caso o preço do imóvel seja mais elevado). É importante ressaltar que essa alternativa é viável somente para a aquisição de imóveis.

Assim, fica evidente que o consórcio é uma modalidade interessante de investimento de baixo custo, que garante a formação do seu patrimônio ao mesmo tempo que exige disciplina para economizar.

2. Poupança

Esse é um investimento de renda fixa de alta liquidez, isto é, que permite o resgate do valor a qualquer momento. Essa é uma das principais vantagens da poupança, uma das aplicações preferidas dos brasileiros. Além dessas características, outro benefício é a segurança, o que evita perdas para o investidor.

A rentabilidade dessa modalidade de investimento ocorre na data de aniversário da aplicação, ou seja, exatamente no dia em que você transferiu a quantia para essa conta. Assim, se o seu depósito ocorreu no dia 5, todos os meses os juros são contabilizados no dia 5. Caso o resgate seja feito antes desse dia, não há rendimento naquele mês.

É importante saber também que o retorno da poupança é contabilizado de duas maneiras diferentes. Se a Selic — taxa básica de juros da economia — estiver abaixo ou igual a 8,5%, a rentabilidade é calculada pela Taxa Referencial (TR) mais 70% desse índice. Se for acima desse percentual, o rendimento é de 0,5% ao mês acrescido da TR.

Na prática, isso significa que você terá um retorno garantido, mas nem sempre ele ficará acima da inflação, o que pode fazer você perder dinheiro no longo prazo por não manter seu poder de compra. Por isso, essa é uma boa oportunidade de investimento para universitários, que ainda estão começando a poupar.

3. Abertura do próprio negócio

Essa é uma atitude um pouco mais arriscada e que exige planejamento. É importante se identificar com o segmento em que pretende atuar e ter um conhecimento de gestão, especialmente financeira.

Para quem deseja ter uma chance maior de sucesso, abrir uma franquia é uma opção interessante. Essa é uma modalidade que apresenta alto crescimento e tem diversas vantagens, como suporte da marca, treinamento, direito de vender produtos e serviços já conhecidos e testados no mercado e mais.

É por isso que, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) relativos ao segundo trimestre de 2017, o faturamento cresceu 6,8% em comparação com o mesmo período de 2016, representando R$ 37,565 bilhões. No acumulado dos 12 meses, a alta foi de 8,4%, com o registro de um faturamento de R$ 156,784 bilhões.

Por outro lado, a franquia possui algumas limitações, como o fato de você ter que se adequar às exigências da marca. Se esse não é o seu perfil, pode começar um negócio do zero.

Em qualquer dos casos, precisa de um montante para capital de giro, que financiará as operações diárias do negócio e evitará o seu endividamento ou falência. Por isso, vale a pena atentar para diferentes questões.

Como você pôde perceber, qualquer pessoa pode começar a investir — e quanto antes, melhor. O primeiro passo é entender a importância dessa ação. Em seguida, é preciso adotar algumas atitudes que vão colocar suas finanças em dia e garantir um bom planejamento. Por fim, chega o momento de fazer sua escolha.

É nessa hora que vale a pena pensar no consórcio, uma das modalidades que mais ajuda a construir e solidificar seu patrimônio. Afinal, você adquire um bem durável e que trará resultados positivos no futuro.

Agora que você já sabe que é possível investir com pouco dinheiro, que tal começar? Veja uma alternativa lendo o e-book “Guia prático: tudo que você precisa saber antes de entrar em um consórcio!“.

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