Patrimônio familiar: qual a importância e como acumular?

Acumular patrimônio familiar tem sido cada vez mais difícil. Com a crise financeira e o alto custo de bens móveis e imóveis, muitas pessoas estão passando por dificuldades e não conseguem direcionar seus esforços para a construção de um futuro tranquilo.

Apesar disso, vale a pena lembrar que esse acúmulo não é gerado da noite para o dia: é preciso planejar, mudar hábitos e, principalmente, ter muita disciplina.

Pensando nisso, resolvemos escrever o artigo de hoje e falar mais sobre esse tema, apresentar as vantagens e oferecer algumas dicas que podem ajudar você a alcançar o seu objetivo com mais facilidade.

Quer saber como melhorar o seu orçamento pessoal ao mesmo tempo em que garante ativos no longo prazo? Então continue conosco e confira agora mesmo!

O que é o acúmulo de patrimônio?

Acumular patrimônio, de maneira resumida, é adotar medidas que permitem reunir o máximo de bens — como imóveis, veículos, terrenos e investimentos financeiros — em um período de tempo. Isso envolve dois pontos essenciais: poupar e adquirir. É preciso poupar parte da receita para realizar as aquisições dos ativos (evitando endividamento).

Quais são as vantagens de acumular patrimônio familiar?

O acúmulo de patrimônio familiar garante vantagens que vão além da possibilidade de reunir muitos bens e gerar riqueza. Entre as principais, podemos citar:

1. Estabilidade financeira

O patrimônio é composto de bens móveis e imóveis. Portanto, acumular esses bens significa fazer um mix que permita que você e sua família tenham tranquilidade no futuro. Lembre-se de que, ao atingir uma certa idade, a empregabilidade diminui e é preciso que você tenha recursos para sobreviver, além da aposentadoria.

Bens como um bom apartamento e investimentos a longo prazo que gerem renda extra, como a previdência privada, proporcionam estabilidade em momentos de crise econômica. Enquanto todos estiverem no mercado de trabalho tentando encontrar algum emprego, você poderá desfrutar dos bens que acumulou ao longo da vida.

2. Menos gastos fixos

Uma das despesas que leva a maior fatia do seu orçamento deve ser o aluguel. Para ficar livre dele, o único caminho é adquirir um apartamento.

Falando assim, parece fácil — o que não é verdade. Comprar um apartamento é um investimento que demanda uma quantia alta e precisa de muito planejamento para que você consiga fazê-lo.

Mas, pensando no futuro, imagine chegar a uma idade avançada sem precisar se preocupar com o aluguel? Mesmo que você precise trocar o valor pago para a imobiliária atualmente por um financiamento ou consórcio, a operação valerá a pena, já que as duas últimas opções garantem o seu patrimônio no futuro, ao contrário do aluguel.

3. Segurança para você e sua família

O patrimônio é uma segurança para você e sua família. Acumulando bens, você garante que terá, no futuro, opções para combater momentos difíceis. Um imóvel, por exemplo, pode ser trocado por um mais barato, o mesmo acontece com um automóvel.

Investimentos a longo prazo podem ser resgatados quando a crise apertar, entre outras possibilidades. Tudo isso traz uma sensação de tranquilidade e segurança que não tem preço.

Como começar a gerar esse acúmulo?

Como dito anteriormente, o acúmulo depende de dois pontos fundamentais: poupar e adquirir. Entretanto, não se trata apenas disso. Também é preciso organizar o orçamento pessoal, promover algumas mudanças, ter disciplina para mantê-las e sempre ter o foco no objetivo. Veja, a seguir, algumas dicas que vão ajudá-lo:

1. Crie um planejamento financeiro

A melhor forma de iniciar um acúmulo de patrimônio é por meio de um bom planejamento financeiro. Muitas pessoas não criam o hábito de controlar suas finanças ao longo da vida e acabam desperdiçando grandes quantias, que farão falta mais adiante.

Ao contrário do que se pensa, o planejamento financeiro não é uma atividade complicada e chata de se fazer. Pelo contrário: com a ajuda e participação da família, cuidar das economias pode ser muito instrutivo para todos os membros.

Em primeiro lugar, é preciso ter uma boa planilha, na qual você lançará todos os gastos da família e a renda mensal acumulada. Nesse ponto, é importante ter transparência. Para que o planejamento seja efetivo, é preciso que você tenha controle de cada centavo gasto no dia a dia.

Logo depois vem a distribuição de gastos. Cerca de 50% da sua despesa deve ser voltada para gastos fixos. Já os gastos variáveis devem ficar, no máximo, em 30%. Nesses dois casos, qualquer redução é bem-vinda.

Os 20% que sobram são o que você terá para investir e formar patrimônio. Eles podem ser aplicados, usados para aquisição de bens ou mesmo para pagar um consórcio automotivo — maneira mais barata de se comprar um carro quando não se dispõe do recurso à vista.

2. Elimine as dívidas

Falando em consórcio, é bom nos determos um pouco sobre a questão do endividamento. Ele é uma realidade e não chega a ser um problema se for bem-administrado. O mercado oferece diversas opções de crédito que são muito úteis em situações tanto de emergência quanto para a aquisição de bens.

Mas é preciso monitorar as dívidas. O índice de juros brasileiros é altíssimo e, se você se descuidar, pode ver todo o seu salário ir pelo ralo somente pagando encargos para bancos.

Portanto, cuide bem da forma como você usa o crédito. Cheque especial e cartão de crédito são produtos que devem ser evitados, pois possuem os juros mais altos do mercado.

Para comprar um carro ou mesmo um imóvel, dê preferência ao consórcio, em relação ao financiamento. As taxas são mais baixas e, ao final do plano, você terá o seu bem pagando muito menos.

Se estiver com muitos empréstimos acumulados, procure o banco e proponha uma renegociação. Muitas instituições estão oferecendo soluções vantajosas para clientes em situação de débito financeiro.

3. Tenha cuidado com o padrão de vida

Acumular patrimônio não significa ostentar mais do que se pode ter. Em tempos de redes sociais, é muito comum vermos pessoas se sacrificando além da conta para demonstrar ter um padrão de vida que não combina com a sua renda. O maior problema disso é o alto risco de endividamento, principalmente no longo prazo, quando as parcelas se sobrepõem.

Sendo assim, é necessário lembrar do que foi dito acima: reserve apenas uma parte dos rendimentos (cerca de 80%) para cobrir os custos fixos e variáveis. Manter esse controle ajuda a evitar que se gaste mais do que ganha e que se adquira bens com a possibilidade de não conseguir honrar os compromissos posteriormente.

É melhor ir construindo o patrimônio familiar aos poucos, mantendo um padrão mais simples, do que gastar dinheiro com algo que não se pode pagar — e arriscar perder todo o investimento que foi realizado inicialmente.

4. Reduza os gastos mensais

Você já parou para pensar se todos os gastos que gera mensalmente são mesmo necessários? Ao analisar bem a planilha de orçamento mensal, é possível identificar os custos necessários, os supérfluos e em quais pontos podem ser feitas algumas reduções. Por exemplo:

  • diminuir o pacote de TV a cabo por um que tenha apenas os canais realmente assistidos;

  • reduzir o valor do plano de telefonia, escolhendo um que mais se adapta ao seu perfil (isso vale tanto para telefone fixo quanto móvel);

  • evitar comer fora de casa: a alimentação caseira, além de mais saudável, quase sempre pesa menos no bolso no fim do mês.

Vale sempre lembrar que é possível diminuir o valor das despesas sem que seja necessário fazer grandes sacrifícios. Basta separar um tempo para estudar o seu orçamento e encontrar soluções mais econômicas.

Nesse sentido, também é possível fazer reduções até mesmo em outros gastos que não têm como ser cortados por completo. Entre elas:

  • trocar produtos “de marca” por similares que possuem a mesma qualidade, mas por um preço inferior;

  • mandar consertar (roupas, móveis, eletroeletrônicos, entre outros) sempre que possível, em vez de jogar fora;

  • mudar os hábitos em casa para economizar na energia elétrica e na conta de água.

5. Crie o hábito de economizar e guardar dinheiro

Agora que algumas mudanças foram adotadas na rotina e os gastos foram reduzidos, fica mais fácil criar o hábito de economizar e guardar parte do dinheiro ganho mensalmente. É por meio dessas reservas que se torna possível investir ou poupar para adquirir um novo bem.

Entre as principais dicas, podemos citar:

5.1. Evite comprar por impulso

Cada vez que você faz uma compra sem planejar, compromete um percentual da sua receita e existe uma grande chance de o valor ser maior do que o ideal. Realizar pesquisas antes de ir às lojas ajuda a encontrar a melhor oferta e aumenta o seu poder de barganha, facilitando a obtenção de descontos.

Sendo assim, é importante tomar cuidado com as promoções e sempre se perguntar:

  • “Eu preciso mesmo deste item?”

  • “Posso pagar por ele agora?”

  • “O custo-benefício compensa?”

Fazer esses questionamentos ajuda a impedir que se gaste dinheiro com produtos supérfluos ou que se faça a aquisição em um momento inoportuno.

5.2. Compre à vista sempre que possível

Comprar à vista é uma medida que ajuda a evitar as compras por impulso. Ao sentir no bolso o peso dos seus gastos, você se torna menos propenso a gastar sem planejamento. Além disso, vale lembrar que pagar em dinheiro (ou débito) também ajuda a conseguir bons descontos.

5.3. Fuja dos cartões de crédito e dos cheques

O problema dos cartões de crédito e cheques é que eles transmitem uma falsa ilusão de que se tem poder de compra. Sem o devido controle, os gastos podem se sobrepor e, no médio e longo prazo, gerar endividamento. Sendo assim, deixe esses recursos somente para adquirir itens de alto valor agregado ou quando houver alguma emergência.

5.4. Crie uma espécie de “multa” para compras não planejadas

Toda vez que uma compra impulsiva for realizada, cobre-se uma multa — que pode ser, por exemplo, aplicar 10% do valor na poupança. Assim, mesmo que você ainda cometa esses deslizes, acaba economizando um valor.

5.5. Tenha uma reserva de emergência

Por fim, um dos aspectos mais importantes sobre o controle financeiro e a construção do patrimônio familiar: tenha uma reserva de emergência. Nunca sabemos quando imprevistos vão ocorrer e, normalmente, eles aparecem quando não temos dinheiro sobrando.

É aí que muitas pessoas se endividam, visto que procuram usar o cartão, cheques, ou solicitar empréstimos — comprometendo uma parte maior do que o ideal dos rendimentos.

6. Invista com foco no longo prazo

Investir o seu dinheiro pensando no longo prazo é muito vantajoso. Nessa modalidade, as taxas e os impostos costumam ser menores, além de a rentabilidade ser mais satisfatória, ou seja, quanto mais tempo seu dinheiro ficar investido, maior será o montante final.

Existem diversas opções de investimento, tanto de renda fixa quanto de renda variável, para vários perfis de investidor. Só é necessário tomar o cuidado de pesquisar sobre o assunto e escolher a melhor aplicação — vale a pena contar com uma consultoria, caso desconheça o assunto e tenha receio de realizar os aportes.

7. Produza renda passiva

Renda passiva significa, basicamente, fazer o seu dinheiro trabalhar para você e, assim, obter retornos financeiros. O melhor exemplo prático desse rendimento é comprar um imóvel e disponibilizá-lo para aluguel. Dessa forma, você tem ganhos garantidos todo mês, sem trabalho.

A aquisição de títulos públicos também é uma excelente opção para se viver de rendimentos — daí a importância de escolher um bom investimento, como falamos no tópico anterior.

Como podemos ver, construir o patrimônio familiar é algo que leva tempo (para quem está começando) e requer muito planejamento e cuidado com as finanças pessoais. Entretanto, é possível iniciar com pequenos passos, que ajudarão a criar economias e adquirir bens de forma mais inteligente.

Ainda é preciso lembrar do cuidado de tomar decisões que estão de acordo com seu padrão de vida, evitando ostentar e não conseguir manter.

Viu só como acumular um bom patrimônio familiar é importante? Comece já a se planejar e garanta a tranquilidade de todos a quem você ama! Se quiser saber mais sobre este e outros temas relacionados, siga nosso perfil nas redes sociais! Estamos no Facebook, no Instagram e no Twitter!

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