Prepare-se para a chegada do primeiro filho em 7 passos

Esperar o primeiro filho é um momento especial na vida de qualquer pessoa. As situações tomam outra proporção, e todas as decisões são definidas a partir desse evento, que muda a rotina da família. No entanto, uma das questões mais relevantes nesse período é a preparação financeira para a chegada da criança.

Na verdade, o ideal é que os preparativos se iniciem antes da gravidez para evitar impactos muito significativos nas finanças. Porém, se isso não acontecer, não é o fim do mundo! Afinal, há várias atitudes que ajudam a manter o orçamento em dia, guardar dinheiro e ainda fornecer tudo que o bebê precisa.

É isso que você está procurando, mas ainda não sabe por onde começar? Então você encontrou o conteúdo certo! Neste post vamos indicar os 7 passos principais para você se preparar para esse período da vida.

Quer ver quais são eles? Confira a partir de agora:

1. Coloque o futuro e o bem-estar da criança em 1º lugar

Todos os pais desejam que seus filhos tenham todas as melhores oportunidades que a vida pode oferecer. Mais do que uma frase clichê, esse é um desejo verdadeiro, que se concretiza a partir de um planejamento sólido ainda na preparação para a chegada do bebê.

É preciso considerar que a sua responsabilidade começa nesse momento, mas se alonga por bastante tempo. É bem provável que você tenha que pagar todas as contas até a criança crescer e terminar a faculdade. Em alguns casos, ainda é preciso ajudar nos primeiros anos de ingresso no mercado de trabalho.

Por isso é indispensável pensar no futuro e no bem-estar do filho que está prestes a chegar. Tenha em mente que será preciso gastar com alimentação, entretenimento, lazer, brinquedos, educação — que inclui cursos extras e demais atividades curriculares —, saúde e muito mais.

Saiba que o primeiro ano de vida da criança exigirá que os pais empreguem de 20% a 30% do orçamento mensal, de acordo com o educador financeiro Reinaldo Domingos. Nesse momento, os dois tópicos aos quais você deve atentar são:

1.1. Plano de saúde

Esse recurso pode proteger a mãe e o bebê. Perceba que, durante a gravidez, será preciso realizar diversos exames pré-natal e consultas periódicas ao médico. O parto é outro gasto considerável, que está incluso no convênio médico.

O recomendado é que essa atitude seja tomada ainda antes de a mulher engravidar, já que há uma carência de 9 ou 10 meses para parto, além de outros prazos menores para consultas e exames. Depois do nascimento, a criança também precisará ir ao médico pelo menos a cada 2 ou 3 meses, o que pode desequilibrar as finanças de quem opta por fazer os procedimentos na modalidade particular.

1.2. Educação

Uma estimativa do economista Adriano Maluf, em entrevista ao Portal iG, indicou que as despesas com educação dos filhos entre 10 e 15 anos representam 40% do total de gastos familiares. Essa projeção inclui a mensalidade da escola e cursos extracurriculares, muito comuns nessa fase da vida da criança. No entanto, se em apenas 5 anos o desembolso é tão significativo, fica evidente que é preciso estar pronto. Os gastos começam ainda na pré-escola e vão até a universidade.

Para complementar essa questão, veja qual o custo médio para criar um filho do nascimento até os 23 anos de acordo com sua renda. Os cálculos também foram feitos por Adriano Maluf e assinalam que:

  • famílias com renda de até R$ 2 mil investem R$ 52,7 mil;

  • remuneração entre R$ 2 mil e R$ 6 mil aumenta as aplicações para R$ 407,1 mil;

  • receita entre R$ 6 mil e R$ 25 mil eleva os gastos para R$ 948,1 mil;

  • proventos superiores a R$ 25 mil fazem as despesas superaram os R$ 2 milhões.

Você pode até não participar da última categoria, mas é fato que o desembolso é significativo, certo? Tudo isso para colocar o futuro e o bem-estar do seu filho em primeiro lugar. É assim que você assegurará o máximo de boas oportunidades para a criança.

2. Esteja preparado para transformar toda sua rotina

A chegada de um bebê modifica toda a vida familiar. Você pode até pensar que continuará fazendo tudo igual e que grandes mudanças não existirão, mas acredite: sua rotina será transformada. Portanto, o ideal é rever o estilo de vida que tem hoje.

Aproveite esse momento para planejar suas necessidades básicas e identificar os itens fundamentais. Calcule quanto deverá desembolsar com fraldas, carrinho, berço, cadeirinha para o carro etc. Procure por esses produtos na internet. Muitas vezes, você consegue um preço melhor nas lojas virtuais.

Organizar um chá de bebê para contar com os presentes de amigos e parentes é uma boa alternativa, porque vários utensílios são recebidos e você pode eliminá-los da sua lista de compras. Outra sugestão é ter cuidado com a empolgação, pois durante a gravidez é comum que os pais queiram adquirir vários itens para a criança e tenham o desejo de decorar o quarto e adotar outras atitudes.

No entanto, todos esses passos devem passar pelo crivo da sua situação financeira. Analise a sua renda, veja o dinheiro que sobra, delimite o máximo de gastos e controle os impulsos. Lembre-se de que o seu bebê não precisa de extravagâncias, mas sim de um local limpo, organizado e confortável.

Tente ser o mais objetivo possível nas suas aquisições, sejam direcionadas ao bebê, sejam voltadas para os seus gastos pessoais. Reduza e, se possível, elimine os gastos supérfluos. Por exemplo: em vez de jantar fora todas as semanas, por que não limitar a uma ou duas vezes ao mês?

Aproveite para rever os gastos atuais e tentar obter uma economia. Talvez você perceba que é dispensável ter um plano família para a TV a cabo ou que as despesas com telefone podem ser reduzidas por meio de atitudes simples. Busque opções de lazer gratuitas, como praias, parques e museus.

Pequenas mudanças que podem ser implementadas desde a gravidez podem causar economias consideráveis no seu orçamento. Por exemplo: imagine que você toma um cafezinho após o almoço de segunda a sexta-feira. O preço é R$ 1,50. Calculando o gasto médio por mês — sendo 23 dias úteis —, o gasto chega a R$ 34,50. Em 1 ano, a soma é de R$ 414.

Por sua vez, se você economizar R$ 300 no seu orçamento — que pode nem ser um valor tão expressivo — a cada mês, terá R$ 3.600 ao ano para guardar ou investir no bem-estar e qualidade de vida da criança. Já pensou?

A ideia aqui é perceber que um gasto aparentemente irrisório pode fazer toda a diferença. Pode ser que esses exemplos não se apliquem ao caso da sua família. Mas com certeza há algo que pode ser melhorado. Por isso, faça essa análise mais aprofundada e identifique a sua situação.

3. Peça ajuda dos familiares mais experientes

Muitas pessoas já tiveram seu primeiro filho e enfrentaram dificuldades. Os casais experientes podem ser uma boa fonte de informações para você ter uma ideia do que vai passar em breve. Eles têm muito a compartilhar e mostrarão de que forma se prepararam financeiramente, bem como quais foram suas dificuldades e erros cometidos.

Nesse momento, sugere-se a realização de perguntas relevantes para obter informações valiosas, a fim de tentar se proteger de situações imprevistas. Questione sobre as principais despesas, locais que oferecem os melhores preços para comprar roupas e outros produtos para bebê, além de qual foi o impacto financeiro ocasionado no orçamento doméstico.

Os papais mais experientes também podem ajudar a determinar quais são os padrões de valores para cada item a ser adquirido. Por exemplo: você sabe quanto custa uma mamadeira? Ou o valor de um berço? Sua resposta provavelmente será não. Porém, seu enxoval pode ser de qualidade e ter um valor reduzido quando você tem um parâmetro a pesquisar.

Porém, deve-se ter um cuidado: absorver somente o que você achar que é produtivo. Escute as opiniões e experiências, e filtre o que foi ouvido para adequar ao seu contexto familiar.

4. Crie uma reserva de emergência financeira para o primeiro filho

Esse é um dos tópicos mais importantes para quem se prepara para a chegada de uma criança. Na realidade, todos deveriam contar com esse recurso, mas é bem comum que as pessoas gastem e nem tenham ideia do quanto desembolsam em um mês. O resultado? Despesas descontroladas, finanças desequilibradas, e necessidade de contratar empréstimos e cheque especial.

A ideia da reserva financeira é ser utilizada somente em caso de emergência. Então, você economiza mensalmente e deixa esse dinheiro disponível para qualquer eventualidade, como matrícula na escola, pagamento de consultas médicas e outras despesas que podem surgir.

Estima-se que o ideal é ter reservado entre 3 e 12 vezes a sua renda. Se a sua remuneração é de R$ 5 mil, isso significa que deve armazenar entre R$ 15 mil e R$ 60 mil. Essa quantia pode ser empregada em investimentos de renda fixa com liquidez diária, que têm risco baixo e permitem resgatar o montante sempre que necessário. Porém, vamos explicar melhor sobre as aplicações mais para frente.

Por enquanto, o importante é saber que você deve poupar todos os meses. Mesmo que seja um grande desafio a ser superado, essa atitude deve ser adotada por meio da revisão dos gastos atuais. Outra alternativa é buscar fontes de renda extra, como a possibilidade de uma promoção de cargo, um trabalho extra a ser executado de casa, o aluguel de um imóvel disponível e por aí vai. Tudo vai depender da sua situação.

5. Considere a possibilidade de mudar de casa

O local em que você mora atualmente nem sempre está preparado para receber uma criança. É possível que seja preciso um quarto a mais, um espaço maior para brincadeiras e uma adaptação para que todos os móveis necessários ao bebê sejam incluídos, como berço, acessórios, brinquedos e armários.

O que fazer nesse caso? Pensar em trocar de casa. Essa é uma alternativa que pode ser adotada posteriormente, quando a criança estiver maior. No entanto, vale a pena considerar desde já as opções e começar a guardar dinheiro.

De modo geral, a casa precisa ser adaptada para a chegada do novo integrante da família. Nesse processo, devem ser considerados os seguintes aspectos:

5.1. Segurança

O primeiro requisito é colocar uma tela de proteção nas janelas. Contudo, é preciso ir além. Vale a pena tirar os móveis de perto das janelas, interceptar escadas — se existirem —, colocar cantoneiras e protetores de tomadas, esconder fios de eletrodomésticos e persianas, e evitar a exposição de objetos perfurocortantes e pequenos.

5.2. Mobília

Os móveis devem ser funcionais — e os itens básicos são: cadeira de amamentação, berço, trocador de fraldas e roupeiro. Investir em uma cadeira de amamentação é importante para trazer mais conforto à mãe.

5.3. Pintura e decoração

A situação mais comum é a substituição de um cômodo — como escritório ou outro espaço sem objetivo definido — pelo quarto do bebê. Fazer uma pintura adequada costuma ser o suficiente para dar a cara da criança sem precisar desembolsar muito dinheiro.

As cores mais escolhidas são rosa, azul, lilás, verde e amarelo. Você pode finalizar a decoração com alguns bichos de pelúcia, tapetes antialérgicos e móbiles para ajudar no desenvolvimento do seu filho.

Perceba que essas ações não exigem gastos excessivos. O cuidado que se deve ter é que os produtos específicos para bebês devem contar com o selo do Inmetro. Para adquirir esses itens, uma ideia interessante é pesquisar na internet para conseguir um preço mais atrativo.

Ainda assim, é necessário considerar a possibilidade de trocar de casa. Se você não tem dinheiro nesse momento, uma alternativa bastante viável — que também é um investimento — é o consórcio imobiliário. Com ele, você escolhe uma cota de valor equivalente ao bem que deseja adquirir e começa a pagar uma parcela mensal, sem a obrigatoriedade de dar uma entrada.

Pelo menos uma vez por mês será feito um sorteio para dar o direito de uma ou mais pessoas adquirirem sua carta de crédito e poderem comprar o imóvel na modalidade à vista. Assim, você paga prestações que cabem no seu bolso, prepara-se para trocar de casa no futuro e faz um investimento interessante, que trará efeitos positivos.

6. Adquira um carro para facilitar os compromissos

Muitas famílias deixam de pensar no automóvel, mas ele é um meio de locomoção importante para quem tem filho. Afinal, você precisará levar a criança ao médico, laboratório, para tomar vacinas, visitar outros membros da família e, posteriormente, a transportará até o colégio.

Nessas situações, o carro é uma verdadeira “mão na roda”. Ele facilita na hora de comparecer aos compromissos e permite que você consiga se deslocar rapidamente em caso de algum imprevisto. No entanto, é um gasto que vai muito além das parcelas de um consórcio ou financiamento, por exemplo.

Você precisará desembolsar, em um primeiro momento, uma quantia considerável com a documentação do veículo. Em seguida, será necessário abastecê-lo, fazer as revisões, cumprir os requisitos de manutenção, trocar o óleo e por aí vai. Devido a todos esses detalhes, é fundamental se programar financeiramente.

Nesse momento, o consórcio de veículos novamente se torna uma boa alternativa de investimento para a aquisição de carros para quem tem filhos, já que é paga uma parcela mensal sem a necessidade de entrada e que isenta o pagamento de juros. Com isso, o montante pago no final é menor que o de um financiamento comum.

Outras questões que precisam ser analisadas na hora de comprar um carro é a segurança e o espaço. Lembre-se de que uma criança exige um porta-malas maior em caso de viagens e até de passeios, nos quais você pode levar o carrinho. É fundamental que o automóvel também conte com airbag e freio ABS. Os modelos mais recentes já adotam essa tecnologia. Porém, se você procurar um veículo usado, vale a pena verificar se esses recursos estão embutidos.

7. Faça investimentos inteligentes a longo prazo

Os 6 passos anteriores são essenciais para se preparar para a chegada do filho primogênito. Contudo, é preciso fazer investimentos inteligentes para garantir o seu futuro, formar um patrimônio e assegurar a independência financeira dos filhos.

Existem diferentes opções que podem ser adotadas, mas é indispensável escolher uma modalidade segura para evitar a perda de dinheiro. Nesse sentido algumas alternativas interessantes são:

7.1. Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Essa aplicação de renda fixa consiste em um título emitido por instituições financeiras que ajudam a financiar as atividades bancárias. O risco está associado à possibilidade de falência do banco. No entanto, existe a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que devolve até R$ 250 mil por CPF por entidade.

A rentabilidade pode ser pré ou pós-fixada. No primeiro caso, você já sabe quanto receberá na data de vencimento. Na segunda modalidade, que é a mais comum, o retorno varia de acordo com um indexador, que costuma ser o Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

A liquidez — ou seja, a capacidade de transformar o título em dinheiro — pode ser diária ou somente na data do vencimento. Também pode haver um prazo de carência, que impede o resgate antes de um período de 90 dias, por exemplo. O investimento exige o pagamento de Imposto de Renda, segundo a tabela regressiva:

  • alíquota de 22,5% para aplicações de até 180 dias;

  • alíquota de 20% para aplicações entre 181 e 360 dias;

  • alíquota de 17,5% para aplicações entre 361 e 720 dias;

  • alíquota de 15% para aplicações superiores a 720 dias.

Em caso de investimentos com menos de 30 dias ainda há a incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que varia de 96% a 3%. A corretora também pode cobrar uma taxa, que é um percentual que se altera de acordo com a instituição.

7.2. Tesouro Direto

Esses são títulos públicos emitidos pelo governo federal. Qualquer pessoa pode aplicar seu dinheiro nessa modalidade, porque são aceitos investimentos a partir de R$ 30, desde que correspondam a 1% do ativo.

Existem diversas modalidades de títulos disponíveis:

  • Tesouro Prefixado, com e sem pagamento de juros semestrais: o rendimento é definido no momento da contratação, mas o investidor tem a possibilidade de receber bônus a cada 6 meses para reinvestir o dinheiro;

  • Tesouro IPCA+, com e sem pagamento de juros semestrais: a rentabilidade varia de acordo com a inflação, já que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo rege esse indicador. O retorno é pós-fixado e a vantagem é a manutenção do poder de compra do investidor;

  • Tesouro Selic: o rendimento é pós-fixado e definido pela taxa básica de juros. O benefício é que esse é o único título do Tesouro Direto que permite o saque antecipado sem perdas. Por isso, é a melhor opção para quem não sabe se precisará utilizar a quantia aplicada.

7.3. Consórcio

Essa é uma modalidade de investimento que está em alta e que você efetivamente deve considerar. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), divulgada pela Agência Brasil, as vendas dessa categoria aumentaram 7,8% de janeiro a maio de 2017, se comparado aos mesmos meses de 2016.

Em números absolutos, isso representou 912,5 mil unidades, que alcançaram um volume de negócios de R$ 36,3 bilhões, alta de 24,7%. Então, fica claro que você também precisa entrar nessa ideia e fazer a sua aposta. Afinal, como já destacamos neste post, é a melhor maneira de adquirir bens, como casa e carro.

A principal vantagem do consórcio é a isenção de juros. A cobrança recai exclusivamente na taxa de administração. Todo o dinheiro arrecadado pelo grupo do qual faz parte vai para um fundo comum, que protege o funcionamento da modalidade. Assim que você é sorteado, recebe a carta de crédito, que dá o direito de adquirir o seu bem como se fosse à vista — assim, você tem um poder maior de barganha.

Você também pode adiantar sua contemplação por meio de um lance. Na prática, isso significa que você faz uma proposta e, se ela for aceita, tem a chance de receber a sua carta de crédito.

Outros benefícios obtidos com o consórcio são:

  • redução dos custos: a isenção de juros diminui o valor da parcela e o total aplicado no bem;

  • diminuição da burocracia: as administradoras exigem alguns documentos, porém o processo é facilitado, principalmente em comparação com o financiamento bancário;

  • manutenção do poder de compra: a atualização do preço do bem faz com que o valor da carta de crédito também seja modificado. Assim, você assegura a sua aquisição futura;

  • integralização do parcelamento: a entrada não é obrigatória, mas as prestações podem ser amortizadas, se necessário.

Como você pôde perceber, preparar-se para a chegada de uma criança exige muito cuidado para que as finanças se mantenham equilibradas. O ideal é iniciar o planejamento antes da gravidez. Porém, se não for possível, comece agora mesmo. O que vale é a possibilidade de garantir o seu futuro e do seu primeiro filho o quanto antes.

E você, já está pronto para seguir os 7 passos que indicamos? Se gostou deste conteúdo, aproveite e compartilhe-o nas suas redes sociais e ajudes os seus amigos que também serão pais de primeira viagem!

 

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