Use sua carta contemplada de forma inteligente em 6 passos

Quando se trata de consórcio, os participantes dos grupos contam as horas para receber a carta contemplada. Afinal, com esse instrumento é possível adquirir o sonhado bem, seja veículo ou imóvel, ou até mesmo um serviço.

Você talvez já saiba, mas não custa relembrar que os membros dos grupos pagam as parcelas mensalmente com o intuito de juntar o valor necessário para que determinado número de integrantes, por sorteio, possa receber a carta de crédito. Também há a possibilidade de contemplação por oferta de lance.

Ainda assim, quando chega a hora de usar o dinheiro, muita gente tem dúvida de como proceder. Por isso, listamos em seguida 6 passos para você utilizar a sua carta contemplada com inteligência. Confira!

1. Cheque a sua situação com o consórcio

De modo geral, os planos de consórcio têm durações que ficam na faixa do que se costuma chamar de médio prazo. Dessa maneira, é comum o participante ter que pagar muitas parcelas até quitar todas as obrigações.

Assim, pode ocorrer de a pessoa receber a notícia da carta contemplada, mas não estar em dia com os pagamentos mensais. Logo, ela corre o risco de não conseguir utilizar o dinheiro.

Além disso, é preciso lembrar que deve haver uma análise de crédito, antes da liberação do uso do recurso. Tal medida é necessária para garantir que o participante honrará as próximas parcelas.

Lembre-se de que, como o consórcio é uma espécie de poupança coletiva, as contemplações dos demais membros do grupo dependem também do pagamento em dia de quem já recebeu a carta de crédito.

2. Verifique as possibilidades de bens que podem ser adquiridos

Depois de averiguar se você está apto a receber a carta contemplada, é hora de começar a pensar nos bens que podem ser comprados. Como geralmente se passou já certo tempo entre a adesão ao plano de consórcio e o sorteio ou o lance em assembleia, pode acontecer de o bem estar um tanto defasado no mercado.

Por exemplo, é comum a pessoa se tornar consorciada com o objetivo de adquirir determinado modelo de veículo. Contudo, até a data da contemplação, é possível que surja um automóvel mais atualizado na mesma categoria do anterior.

Num caso assim, se os valores dos bens forem semelhantes, o consorciado poderá comprar o modelo mais recente. Com isso, ele evita os riscos de ficar com um carro defasado, como menor atratividade numa eventual revenda, dificuldade em encontrar peças de reposição etc.

Já se o propósito da pessoa é adquirir um imóvel, também é possível mudar de ideia, se o valor do bem permitir. Por exemplo, se antes a pessoa queria comprar um apartamento, mas depois se decidiu por uma casa, a troca pode ser feita desde que os valores sejam compatíveis. Em alguns casos, se faltar uma quantia, o consorciado tem a opção de pagar a diferença por fora.

3. Analise os demais custos da aquisição, além do preço do bem

Seja na compra de carro ou de imóvel, é provável que existam algumas despesas para se efetivar a negociação. No caso dos veículos, a pessoa terá que pagar emplacamento e licenciamento, por exemplo, já no de habitações, há tributos e eventuais taxas.

No final das contas, tais custos podem representar um valor significativo em relação ao preço total do bem. Por esse motivo, é importante pesquisar com antecedência quais serão as despesas com a aquisição.

A propósito, não se esqueça de que 10% do valor da carta contemplada poderão ser usados com esse tipo de gasto. Logo, por vezes é conveniente escolher um bem com um valor abaixo do inicialmente esperado, para, com isso, sobrar uma quantia para o pagamento das despesas com a compra.

4. Procure por empresas de confiança no mercado para garantir o bom uso do dinheiro

Você talvez ainda não saiba, mas, via de regra, quem tem a carta contemplada não recebe o dinheiro em mãos. Na verdade, tal pessoa passa a ter um crédito, equivalente a um pagamento à vista, o qual deve ser usado na aquisição do bem desejado. Desse modo, é a administradora do consórcio que vai quitar o veículo ou o imóvel escolhido.

Por outro lado, cabe ao consorciado contemplado decidir onde vai comprar o bem. Para tanto, é indispensável que ele opte por empresas de confiança, sejam construtoras, imobiliárias ou concessionárias, conforme cada caso, para que não tenha problemas futuros, como um pós-venda aquém das expectativas.

Além disso, como a carta contemplada significa a possibilidade de compra à vista, o consorciado pode negociar eventuais benefícios, como desconto ou obtenção de um “plus” no carro ou no imóvel.

5. Programe-se para cumprir os trâmites após ter a carta contemplada

Como você já deve ter percebido, o consorciado escolhe o bem, e a administradora realiza o pagamento. Entretanto, para que a transação seja de fato concretizada, é necessário que sejam cumpridos alguns trâmites.

Por exemplo, o bem deve estar regularizado perante os órgãos públicos. No caso de imóveis, esse tipo de precaução é de grande importância, pois evita que o contemplado perca a moradia mais tarde. Além disso, é preciso ter nota fiscal para comprovar a aquisição.

No caso de veículos, também é necessário checar se eles estão com a documentação em dia, principalmente, se forem seminovos ou usados, pois só assim a transferência poderá ser feita sem transtornos.

6. Consulte a possibilidade de resgate do dinheiro

Via de regra, o consorciado com carta contemplada só recebe o crédito para gastar com o bem desejado. Entretanto, em situações bem específicas, como no fim do plano, pode existir a possibilidade de se receber o dinheiro em espécie, ainda assim, é preciso esperar 180 dias até obter a quantia em mãos.

Como cada plano tem regras diferentes, é indispensável que você leia com atenção o contrato e, em caso de dúvidas, consulte a administradora para ter a certeza de que é possível ou não receber o dinheiro em vez da carta de crédito.

Quer se aprofundar mais? Então, continue no blog e saiba o que fazer após o recebimento da sua carta de crédito contemplada!

 

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